Mercado da Graça é a “maior vergonha” da Câmara de Ponta Delgada diz ADN
Autárquicas
2 de out. de 2025, 12:37
— Lusa/AO Online
O Mercado da Graça regressou à praça principal a 25 de setembro, após
obras de requalificação, sendo que durante quatro anos os comerciantes
estiveram concentrados no piso inferior do edifício, que habitualmente
serve de parque de estacionamento.Em 30 de julho de 2022, a
autarquia açoriana de Ponta Delgada anunciou a suspensão da obra, por
ter sido “notificada pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros
dos Açores que a empreitada foi iniciada sem o parecer favorável desta
entidade quanto ao projeto de Segurança Contra Incêndios”.O
candidato lamentou ter havido “um empate de quatro anos, que é
inadmissível”, uma vez que “não se tratou de construir o Mercado da
Graça, mas pequenas alterações e pinturas de melhoria no edifício”.Em
declarações à Lusa, Rui Matos disse que o projeto só terminou agora
porque o presidente da Câmara, o social-democrata Pedro do Nascimento
Cabral, “viu que estava em tempo de eleições e ia perder muitos votos
com isso”.“Há ainda muito por concluir, como a questão dos esgotos,
porque os talhos continuam a lavar os seus espaços sem escoamento”,
indicou, acrescentando que os comerciantes em geral “não têm escoamentos
em cada barraca ou quiosque”, o que levanta questões de higiene.Considerando
que a “estrutura está por pintar, cheia de ferrugem”, Rui Matos frisou
que o Mercado da Graça “foi a maior vergonha do executivo”, havendo
“muitos comerciantes que desistiram de fazer lá as suas vendas por
estarem numa cave”, o que “é desumano”.“Foram feitas pequenas alterações, já foi gasto imenso dinheiro e praticamente está igual”, criticou.O
candidato referiu que o que se passou no Mercado da Graça foi um
“problema grave detetado pelo atual presidente da Câmara Municipal de
Ponta Delgada”, sendo que a anterior presidente “não foi julgada” e
“ninguém foi responsabilizado na Câmara pelo prejuízo causado aos
contribuintes”.“Eles fazem as asneiras como presidentes e depois
ninguém vai a tribunal. É preciso mais fiscalização sobre quem é
responsável pelos cargos públicos, porque estão a lidar com dinheiro dos
contribuintes”, afirmou Rui Matos.