MEO Monte Verde regressa com cartaz mais “ambicioso” de sempre

Hoje 10:31 — Daniela Carreiro

O MEO Monte Verde regressa à Ribeira Grande a 6, 7 e 8 de agosto não só com o cartaz mais “pesado” em termos de financiamento, mas também o mais completo e ambicioso até à data.Quanto à organização da décima segunda edição do festival, o promotor do evento, Jacinto Franco, revela que “é um grande orgulho termos conseguido reunir este  leque que, sem sombra de dúvidas, vai agradar todo o público, de todas as idades e de todos os gostos musicais”.Na conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o promotor não se coíbe ao admitir que é “ difícil atrair artistas internacionais em agosto devido à concorrência com os maiores festivais europeus e à falta de ligações diretas para os Açores”, o que exige propostas financeiras muitas vezes superiores à realidade praticada em Portugal continental.O cartaz da edição de 2026 do MEO Monte Verde, foi anunciado com James, referência incontornável do rock alternativo europeu, como cabeça de cartaz do primeiro dia precedidos por e Lon3r Johny, figura de destaque da nova vaga do hip-hop nacional; Stiff Bizkit, Vizinhos, André N B2B Souza e Good in Da’Hood.Já no segundo dia do festival, o público açoriano vai poder assistir aos concertos de MC Cabelinho, Nininho Vaz Maia, Trym, Xutos e Pontapés, D1scofever B2B Mike Tech, Macow & Gonga, Romeu Bairos, Sandro G2 e We Sea.A 8 de agosto, último dia do festival, sobem ao palco os norte-irlandeses, Two Door Cinema Club, conhecidos por hinos como “What You Know” e “I Can Talk”.Neste dia atuam, também, nomes como os Calema, MC Paiva, Choppers, Espama Trincana, Hilow B2B Tojó, Junkbreed, Manolo, Passos Pesados e Rafa.Para o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, o MEO Monte Verde “é, possivelmente, o maior evento cultural e musical da região autónoma dos Açores”, tendo projeção nacional e um caráter intergeracional.Jaime Vieira salienta ainda que a autarquia, ao patrocinar eventos como o MEO Monte Verde possibilita aos açorianos ver espetáculos que se fossem noutros eventos nacionais “custariam 100, 120 ou 150 euros”.“É uma forma de garantir que os ribeiragrandenses possam ter o mesmo acesso e a mesma qualidade de vida em termos culturais e musicais do  restante país”,  frisa o presidente da Câmara da Ribeira Grande.A MEO, representada pelo diretor comercial, Luís Cabral anunciou, que na edição deste ano do festival, haverá à semelhança do ano passado, atenção redobrada aos participantes com mobilidade reduzida. “Vamos melhorar a nossa plataforma elevada para permitir que as pessoas com mobilidade reduzida possam ter acesso”, e não só possam assistir aos concertos, mas também os possam “experienciar”.“No final do dia isto é uma experiência, portanto, queremos que as pessoas tenham essa capacidade de experienciar ainda mais o festival”, adiantando que à semelhança do ano passado vai haver “em algumas atuações um intérprete de linguagem gestual”, afirmou o diretor comercial da MEO, parceira do evento.