Menos acidentes e menos mortos e feridos nos cinco primeiros meses do ano
30 de jun. de 2020, 10:47
— Lusa/AO Online
Estes resultados constam do relatório da
sinistralidade rodoviária no continente referente aos cinco primeiros
meses do ano, elaborado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
(ANSR).No período em
análise ocorreram 9.297 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 131
mortes, 618 feridos graves e 10.826 feridos ligeiros.Para
a ANSR estes resultados demonstram “uma melhoria nos principais
indicadores de sinistralidade, comparativamente com o período homólogo
de 2019", com menos 4.531 acidentes com vítimas (-32,8%), menos 63
vítimas mortais (-32,5%), menos 226 feridos graves (-26,8%) e menos
5.824 feridos leves (-35,0%).A ANSR realça
que a redução do número de sinistros decorre da diminuição de tráfego
durante o período de Estado de Emergência devido a pandemia por covid-19
que impôs medidas de confinamento desde 19 de março.Contudo,
segundo o relatório, a tendência de redução na sinistralidade já tinha
sido verificada entre 01 de janeiro e 18 de março, período no qual se
registaram menos 438 acidentes com vítimas (-6,4%), menos 22 vítimas
mortais (-22%), menos 42 feridos graves (-9,8%) e menos 550 feridos
leves (-6,7%) por comparação com o período homólogo de 2019.No
período em que vigorou o estado de emergência (19 de março a 02 de
maio) foi registado um “acentuado decréscimo em todos os indicadores de
sinistralidade”, concretamente menos 63,8% de acidentes com vítimas,
menos 48,7% mortos, bem como menos de metade dos feridos graves (-57,0%)
e menos 67,9% de feridos ligeiros.Dos
resultados dos primeiros cinco meses o relatório destaca que dos
despistes resultaram 44,3% das vítimas mortais e que a colisão entre
veículos foi o motivo mais frequente do sinistro, tendo ocorrido em
50,9% dos acidentes com vítimas, 46,3% dos feridos graves e 55,8% dos
feridos leves. Contudo, face ao período
homólogo, os despistes de veículos provocaram menos vítimas: 17 vítimas
mortais (-22,7%) e 56 feridos graves (-19,0%). Nos
atropelamentos registaram-se menos quatro mortos (-13,3%) e menos 89
feridos graves (-48,6%) e nas colisões observou-se uma diminuição de 42
vítimas mortais (-47,2%) e 81 feridos graves (-22,1%).A
maioria dos acidentes (64,7%) com vítimas ocorreu em arruamentos: 41,2%
das vítimas mortais, 45,8% dos feridos graves e 62,6% dos feridos
leves.Face ao mesmo período de 2019, “o
maior decréscimo de vítimas mortais, em valor absoluto, registou-se nas
estradas nacionais com menos 21 mortos e autoestradas (-16) e o de
feridos graves em arruamentos (-115), autoestradas (-37) e estradas
municipais, onde houve menos 33 óbitos. O relatório indica que 61,8% do total de vítimas mortais eram condutores, 21,4% peões e 16,8% passageiros. No
caso dos feridos graves, a proporção de condutores e passageiros foi
superior (65,9% e 18,6%, respetivamente), enquanto a de peões foi
inferior (15,5% dos feridos graves). Também
neste indicador e face ao período homólogo se verificou uma melhoria em
todas as categorias de utente, nomeadamente nos condutores, com menos
49 mortos (37,7%) e 125 feridos graves (-23,5%), e nos peões, que
apresentaram uma redução de 91 feridos graves (-48,7%). Os
automóveis ligeiros foram o que sofreram mais acidentes, com 75,9% dos
casos, mas também registaram a maior diminuição relativamente ao período
homólogo (-36,7%). De acordo com os dados
estatísticos disponibilizados, nos primeiros cinco meses do ano foram
fiscalizados cerca de 46,5 milhões de veículos, o que representa um
aumento de 31,2% comparativamente a igual período de 2019, tendo sido
detetadas mais de 530 mil infrações, o que representou uma redução de
3,0% face ao ano anterior.A maior
percentagem de infrações detetadas pelas autoridades foi o excesso de
velocidade com 64,5%, sendo que, de acordo com a ANSR verificou-se “uma
diminuição em todos os tipos de infração que, nalguns casos, superior a
80%, como aconteceu com a condução sob o efeito de álcool, uso de
telemóvel e não utilização de cintos de segurança”.