Menos 15 acidentes mortais de trabalho no primeiro semestre

19 de jul. de 2008, 12:06 — Lusa/AO online

O balanço, apresentado pelo do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Materiais de Construção do Norte e Viseu, afecto à CGTP-IN, aponta para "uma grande diminuição de acidentes de trabalho mortais, comparativamente a anos atrás".     Este ano, nos primeiros seis meses, verifica-se "a maior redução de sempre, tendo morrido menos 15 trabalhadores do que em igual período do ano anterior, e isto deve-se ao trabalho de parceria entre as empresas e a Autoridade para as Condições de Trabalho, com acções pedagógicas alusivas à segurança no trabalho", disse à agência Lusa o presidente do sindicato, Albano Ribeiro.     No âmbito de uma campanha destinada a reduzir estes acidentes, realizaram-se desde Janeiro 55 acções, em que participaram mais de 7.000 trabalhadores e que contribuíram para os resultados alcançados.     "Quanto maior for a sensibilidade e o investimento por parte dos empregadores no que toca aos meios de protecção, quer individuais, quer colectivos, e os trabalhadores mais utilizarem essa mais valia para evitar o pior em todas as fases da obra", melhores serão os resultados, defende o sindicato num documento hoje apresentado à comunicação social.     Entre as 23 mortes registadas este ano, as principais causas foram quedas em altura (oito) e esmagamentos (cinco).     Do total de acidentes mortais no primeiro semestre, nove ocorreram em empresas com menos de 10 trabalhadores, quatro em empresas de 10 a 20 trabalhadores, outros quatro em núcleos de 21 a 51 trabalhadores e seis em empresas com mais de 50 funcionários.     Lisboa lidera a lista negra, com sete acidentes mortais, seguindo-se Santarém (cinco), Faro (dois), Aveiro (um), Braga (um), Coimbra (um), Leiria (um), Setúbal e Viana do Castelo, também com um em cada distrito.     Os totais dos últimos anos (de Janeiro a Dezembro) registam 101 mortos em 2004, 86 em 2005, 71 em 2006 e 82 em 2007.