Mendes com orgulho em ser do sistema que defende “mais ética”
Presidenciais
18 de set. de 2025, 17:02
— Lusa/AO Online
“Ser
candidato ou não ser o candidato do sistema, depende do que é o
sistema. Se o sistema é defender a ética na vida política, então eu sou
um candidato do sistema com todo o gosto, porque acho que isso é bom
para o país”, disse Marques Mendes aos jornalistas, na ilha
Terceira, nos Açores, no final de uma visita à Santa Casa da
Misericórdia de Angra do Heroísmo.O antigo
ministro social-democrata e presidente do PSD prosseguiu afirmando: “E
fiz por isso, porque, há 20 anos, para defender a ética, ‘corri’ com
alguns presidentes de câmaras do meu partido que tinham problemas sérios
com a justiça”.“Ora, se isso é ser do
sistema, defendendo a ética, sou do sistema, e acho que esse sistema é
bom para o país. Se ser do sistema é ter uma preocupação constante com a
estabilidade, como eu tenho, o país precisa de ser estável, ser sólido,
sustentável, então eu sou do sistema, porque acho que é bom para o país
haver estabilidade”, acrescentou, quando questionado sobre referências
que lhe são feitas nesse sentido.O
candidato presidencial disse que ninguém o ofende a dizer que é
“candidato do sistema”: “Tenho muito orgulho de ser do sistema que
defende mais ética na vida política, mais estabilidade para o país e de
caminho, defesa da liberdade e da democracia”.Admitiu
ainda que, neste momento, a questão das eleições presidenciais possa
estar “um pouco confusa” aos olhos das pessoas, pelo facto de o país
estar a viver uma pré-campanha presidencial e uma campanha autárquica,
mas tudo “vai começar a clarificar-se a partir do dia 12 de outubro”.Para
o esclarecimento do eleitorado, na sua opinião, terão importância os
debates televisivos e políticos, que ocorrerão “em novembro e dezembro”.“Portanto,
falta ainda muito tempo, tudo ficará mais claro a partir do fim das
eleições autárquicas e eu julgo que ainda há muito tempo para
esclarecimentos”, vaticinou.Questionado
sobre se ainda poderá surgir mais algum candidato presidencial, Marques
Mendes disse que tal possibilidade não se colocará: “Pode surgir um
candidato residual, agora um candidato com relevância política
eleitoral, julgo que o sistema está estabilizado”.O
antigo ministro dos governos de Cavaco Silva e Durão Barroso, que
falava aos jornalistas na ilha Terceira, nos Açores, defendeu que o
Presidente da República “tem que acompanhar muito de perto, tal como
acompanha várias outras questões, tal como reúne com o primeiro-ministro
todas as semanas, também deve cuidar de uma maior articulação entre
poder central e poder regional”.Na sua
opinião, deve ser encontrada uma forma, ainda que informal, desde que os
presidentes dos Governos Regionais (Açores e Madeira) concordem, para
que, “entre Presidente da República e presidentes dos Governos Regionais
haja um diálogo constante, permanente, de forma periódica, para obter
mais informação, mais conhecimento, e para que o próprio Presidente
possa exercer a sua magistratura de influência junto dos governos da
República para que as coisas não fiquem na gaveta”.Marques
Mendes visitou a Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo,
na ilha Terceira, onde disse que as instituições sociais são para si
“família” e admitiu que aquela instituição, tem várias ofertas de
caráter social, mas de uma forma “financeiramente sustentável”.