Mendes anuncia voto em Seguro por "uma razão de coerência"
Presidenciais
Hoje 11:11
— Lusa/AO Online
“É
o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendi:
defesa da democracia, garantia do espaço da moderação, respeito pelo
propósito de representar todos os portugueses”, afirmou o candidato a
Belém apoiado por PSD e CDS-PP na primeira volta, numa declaração ao
semanário Expresso.Mendes explicou que, na noite eleitoral de domingo, quis separar a sua posição como candidato da sua posição pessoal.“Como
candidato, entendi não dar qualquer recomendação de voto. O candidato
não é dono dos votos em si depositados. Quanto ao meu voto pessoal
indiciei que o referiria mais tarde. É o que faço agora”, referiu
Mendes, que ficou em quinto lugar no domingo com cerca de 11% dos votos.
Nas eleições presidenciais de domingo,
António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, foi o mais votado (31,1%
dos votos), seguido de André Ventura (23,5%), presidente do Chega, com o
qual irá disputar uma segunda volta, em 08 de fevereiro.Nessa
noite, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro,
anunciou que o PSD não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda
volta das eleições presidenciais, considerando que nenhum desses dois
candidatos representa o espaço do seu partido.Na
noite eleitoral, Marques Mendes afirmou na sua intervenção, sem direito
a perguntas, que não endossaria os votos que obteve a nenhum dos
adversários.“Não vou fazer o endosso dos
votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas
enquanto candidato, que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou
dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um dos que votaram em
mim decidirá na altura própria de acordo com a sua liberdade e com a sua
consciência”, afirmou então.Em terceiro
lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com
16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado
pelo PSD e CDS, com 11%.À esquerda,
Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge
Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que
conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto
Correia 0,08%.A campanha para a segunda
volta das eleições presidenciais inicia-se no dia seguinte à publicação
do mapa oficial dos resultados ou, se até lá não for publicado, a 31 de
janeiro.O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026.Desde
1976, foram Presidentes António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares
(1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016).