A competição criada pela
Federação Portuguesa de Futebol em 2013/2014, substituindo a até então
IIIDivisão Nacional, tem sido o palco preferencial do micaelense de 28
anos, que picou o ponto nas oito edições disputadas até ao momento. A
época menos concretizadora foi a primeira, então ao serviço do Operário
de André Branquinho, onde marcou apenas por uma ocasião. Desde então, e
não contando com a temporada ainda em curso, só por uma vez não
ultrapassou os dois dígitos (época 2016/2017, então no Praiense). Mas
foi na Praia da Vitória que registou a melhor época, quando foi
responsável por 15 tentos, corria a edição 2015/2016. Aliás, foi no
clube terceirense que Filipe Andrade construiu o pecúlio, marcando por
60 vezes com a camisola dos encarnados da Praia.Produto da formação
do Santiago, o avançado está a cumprir no Torreense a sua terceira
aventura em Portugal Continental, depois de Chaves (III Divisão, época
2012/2013) e Real (Campeonato de Portugal, 2018/2019).Se
contabilizarmos os golos apontados pelo pauense no escalão sénior,
Filipe Andrade já superou a centena de remates certeiros: cruzando os
dados existentes nos sites Zerozero e Futebol365, já leva 110 golos em
233 encontros.Troca golos pela subidaEntrevistado pelo Canal 11,
Filipe Andrade confessou sentir-se “orgulhoso” pelo feito de se ter
tornado o melhor marcador de sempre do CdP. Partilhando os golos pelos
colegas, “que me ajudaram” e pelos treinadores, “pela confiança que
depositaram em mim”, o avançado diz sentir-se “um jogador mediático” e
que só soube do recorde quando o Canal 11 lhe comunicou que tinha
igualado os números de Marocas.“Feliz” por estar no Torreense, cujas
condições são de “I Liga”, Filipe Andrade quer ajudar o clube de Torres
Vedras a alcançar o seu principal objetivo. E se atingir os 100
golos seria ótimo, o pauense diz que “prefiro que o Torreense suba
diretamente à II Liga do que ser o melhor marcador do CdP. O futebol é
coletivo e essa é a minha mentalidade”.