Medina reitera objetivo de retirar Portugal da lista de países mais endividados
OE2023
19 de out. de 2022, 12:29
— Lusa/AO Online
“No ano de
2022 teremos uma dívida inferior à que tínhamos no início da pandemia,
seremos dos poucos países a conseguir este feito”, disse o ministro,
sublinhando que o objetivo para este ano e os seguintes é “retirar
Portugal da lista de países mais endividados”, colocando-o no pelotão de
dívida de grandes economias como a francesa. O
ministro das Finanças falava no final de um almoço promovido pelo
International Club of Portugal, em Lisboa, no qual respondeu a questões
colocadas pelos participantes, admitindo: Se ainda é cedo “para dizer em
que lugar ficaremos nesse pelotão”, é certo que Portugal o integrará.Após
uma redução de 10 pontos percentuais, fazendo a dívida recuar de 125%
para 115% do PIB em 2022, o Governo projeta nova redução para 2023, ano
em que estima que esta diminua para 110% do PIB.“Até
à entrada da pandemia, ocupávamos um terceiro lugar destacado no
‘ranking’ dos países com maior dívida pública da zona euro”, disse o
ministro, referindo-se à Grécia, Itália e Portugal, acentuando que o
Governo definiu como objetivo para 2022, 2023 e seguintes retirar
Portugal da lista dos países mais endividados.Para
Fernando Medina, a importância da passagem do “terceiro lugar isolado”
para um “pelotão” em que estão a Espanha, França e Bélgica é de
“enormíssimo valor”, porque “Portugal deixa de ser um caso”, e passa a
estar num “pelotão acompanhado de ciclistas de calibre como são as
economias destes países”.À margem do
encontro questionado sobre eventuais impactos na fatura energética do
Estado e dos consumidores com a redução na produção e fornecimento de
gás natural da Nigéria, Fernando Medina sublinhou que essa é uma questão
que está a ser acompanhada pelo secretário de Estado da Energia,
ressalvando contudo que o país tem uma capacidade de abastecimento que
tem significado, sendo preciso ver os calendários que irão processar as
entregas que estão contratadas.Sobre a
proposta da Comissão Europeia para compras conjuntas de gás, o ministro
das Finanças afirmou que Portugal não só acompanha esta medida como se
tem batido por uma estratégia de melhoria das interligações dentro do
espaço europeu para que na Europa “se possa abrir uma grande porta a
oeste, precisamente através de Portugal, através de Espanha”, possa
reforçar-se a autonomia energética da Europa.