"Não é
necessário proceder a nenhum Orçamento Retificativo e o programa pode
ser desenvolvido através da aprovação dos instrumentos legais das
medidas que são necessárias", disse Fernando Medina em conferência de
imprensa conjunta para detalhar o pacote de medidas para atenuar os
efeitos da inflação, estimado em 2.400 milhões de euros em termos de
impacto na despesa, aprovado esta segunda-feira em Conselho de
Ministros. Quando questionado sobre se
antecipava a necessidade de um novo programa adicional, Fernando Medina
disse que o seu "desejo" era "não ter de apresentar nenhum programa
adicional", porque significaria uma inflação mais baixa, mas sublinhou
que a função do Governo "não é trabalhar com base na esperança", mas sim
"procurar sempre a estratégia que […] permita ter a melhor capacidade
de ajustamento". Além do ministro as
Finanças, participaram nesta conferência de imprensa, em Lisboa, os
ministros do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, das
Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e a ministra do
Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.O
novo pacote aprovado esta segunda-feira em Conselho de Ministros
extraordinário vai somar-se aos 1,6 mil milhões de euros de apoios que
já foram concedidos desde o início deste ano, elevando para, no total,
mais de quatro mil milhões de euros este ano o plano do executivo para
fazer face aos efeitos da inflação.O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já promulgou o diploma do Governo que estabelece as medidas excecionais.