Médicos de família de cinco ilha passam a marcar consultas de especialidade por via eletrónica
16 de jul. de 2020, 16:26
— Lusa/AO online
Esta alteração de
procedimentos, hoje anunciada pelo presidente do Conselho de
Administração do Hospital da Horta, João Morais, vem tornar mais célere e
transparente a marcação de primeiras consultas de especialidade,
facilitando também a comunicação entre os profissionais de saúde das
cinco ilhas."Este processo melhora não só a
agilização de todo o processo existente, como elimina possíveis erros
de transcrição entre o processo manual e digital, além de diminuir
também o tempo de espera do pedido", justificou o gestor hospitalar,
durante uma sessão de demonstração, com ligação eletrónica simultânea a
cinco ilhas diferentes.Até agora, os
médicos de família dos centros de Saúde do Faial, Pico, São Jorge,
Flores e Corvo, tinham de enviar uma carta para o Hospital da Horta, a
solicitar a marcação de consultas de especialidade para os seus utentes.A
referida carta era acompanhada da informação clínica do utente e era
aberta apenas pelo médico especialista, que só depois de consultar o
processo determinava a prioridade da consulta, que os serviços
administrativos tratavam posteriormente de agendar."Foi
da observação deste processo, e com o objetivo de uniformizar e tornar
mais transparente e seguro todo o processo dos pedidos de referenciação à
consulta externa, que metemos mãos à obra e desenvolvemos esta
plataforma tecnológica, que permite que as unidades de saúde referenciem
para o Hospital da Horta de forma digital", adiantou João Morais.Um
processo burocrático e demorado que o Hospital da Horta decidiu
melhorar, criando uma plataforma informática que permite aos médicos de
família fazerem a marcação automática das consultas.A
secretária regional da Saúde, Teresa Luciano, também presente na
apresentação da plataforma, admite que este sistema, designado de GPC -
gestão de plataforma clínica, possa fazer aumentar as listas de espera
para consultas de especialidade, mas garante que o tempo médio de espera
vai, certamente, diminuir."Nas listas de
qualquer consulta [de família] que implique uma outra consulta
[especialidade] noutro sítio, o número de consultas aumenta nas listas
de espera", explicou a governante, adiantando que "o mais importante é
olhar para as listas de espera e verificar se, em matéria de
prioridades, o tempo médio de espera reduz".A
governante disse também que, até ao final do ano, a plataforma
informática criada pelo Hospital da Horta deverá estar disponível nos
restantes hospitais e unidades de saúde da Região.