Médicos alemães avaliam ajuda logística e de equipamento aos hospitais de Lisboa
Covid-19
27 de jan. de 2021, 18:27
— Lusa/AO Online
Segundo
fonte oficial do Hospital Amadora-Sintra, a visita teve contornos de
“missão diplomática”, consistindo numa reunião de pelo menos dois
médicos militares alemães - que “vieram como representantes
institucionais do governo e não na qualidade de médicos” – com um médico
daquela unidade e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do
Tejo (ARSLVT). Não estiveram presentes elementos do conselho de
administração.“Foi uma curta reunião para
aferir rapidamente em que é que o Estado alemão poderia vir a auxiliar
os hospitais da grande Lisboa em termos logísticos e de equipamento,
nunca de recursos humanos. Não foi uma reunião de trabalho, foi quase de
apresentação”, adiantou a mesma fonte, acrescentando: “Foi uma
abordagem genérica à cooperação que os dois estados possam vir a
instituir nas próximas semanas para o combate à pandemia nesta região".Os
médicos militares germânicos nem terão chegado a visitar áreas de
assistência a doentes covid no Hospital Amadora-Sintra, a unidade com
mais pacientes internados devido à infeção pelo vírus SARS-CoV-2 na
região de Lisboa e Vale do Tejo (363 à data de terça-feira). A visita
àquela unidade foi avançada hoje pela SIC, que revelou que os enviados
alemães ainda irão passar por outros hospitais.O
Hospital Amadora-Sintra sofreu “um conjunto de constrangimentos na rede
de fornecimento de oxigénio medicinal” na noite de terça-feira, que
obrigou à transferência de 53 doentes para outras unidades. Já hoje, a
unidade hospitalar anunciou que iria abrir uma enfermaria com médicos e
doentes no Hospital da Luz.O recurso de
Portugal ao mecanismo de cooperação europeu para apoiar no combate à
pandemia está a ser equacionado pelo governo português. Em resposta
enviada a uma questão da Lusa, o Ministério da Saúde vincou que “todas
as hipóteses estão a ser consideradas no sentido de continuar a
assegurar os cuidados de saúde aos portugueses” e que “os mecanismos de
cooperação europeia são obviamente uma possibilidade”.O
secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales,
reconheceu que “esse mecanismo ainda não foi formalizado
completamente, mas está a ser equacionado, no sistema de cooperação
europeu”, após uma visita a uma estrutura de retaguarda de combate à
covid-19, instalada no Hospital Militar de Coimbra.“Enquanto
formos tendo respostas e capacidade de responder às necessidades dos
portugueses, vamos respondendo. Obviamente que equacionamos cenários e
planeamos sempre a possibilidade de acionar mecanismos de cooperação
europeu", disse o governante, admitindo que os recursos humanos na saúde
“é sempre uma área difícil” para Portugal.