Médica acusada por ofensa à integridade física nos Açores rejeita responsabilidades
16 de jan. de 2019, 10:04
— Lusa/AO Online
Em
causa, está um bebé que nasceu em 23 de julho de 2010, com o cordão
umbilical à volta do pescoço, apresentando “asfixia grave”, que veio a
falecer com pneumonia de aspiração e paralisia cerebral em 25 de
dezembro desse ano.De
acordo com informação na página na Internet da Procuradoria da Comarca
dos Açores, no dia 07 de fevereiro de 2017 “foi deduzida acusação
pública contra uma médica do Hospital de Santo Espírito”, na ilha
Terceira, “imputando-lhe, no exercício da profissão”, a autoria daquele
crime.A
acusação aponta responsabilidades à obstetra que realizou o parto, por
falta de vigilância, alegando que a grávida esteve 40 minutos sem ser
monitorizada por CTG (cardiotocografia).Ouvida terça-feira no Tribunal de Angra do Heroísmo, na primeira sessão do
julgamento, a médica admitiu que o CTG esteve desligado, por cerca de 30
minutos, durante o transporte da grávida para a sala de partos, mas
frisou que, nesse período, a monitorização foi feita através de um
aparelho Sonicaid (ecografia), que não detetou anomalias no batimento
cardíaco do bebé.