Medalhados em Paris2024 distinguidos pelo COP com Prémio Excelência Desportiva
15 de nov. de 2024, 12:30
— Lusa/AO Online
Campeões
olímpicos no madison na capital francesa, Rui Oliveira e Iúri Leitão,
também ‘vice’ no omnium, foram homenageados pelo COP, recebendo,
tal como o ausente Pedro Pichardo, prata no triplo salto, e a judoca
Patrícia Sampaio, medalha de bronze nos -78 kg, o Prémio Excelência
Desportiva, o mais importante atribuído pelo organismo. “É
muito gratificante. O COP esteve para nós nos piores e nos melhores
momentos, ajudou-nos a traçar este caminho que até aqui foi muito duro. É
um motivo de muito orgulho”, resumiu Rui Oliveira.Ao
seu lado, o seu ‘companheiro de ouro’ considerou que a distinção de
hoje reconhece o esforço e trabalho de ambos. “Ter esse reconhecimento
do COP é, sem dúvida, um motivo de orgulho enorme”, completou.Já
Patrícia Sampaio assumiu que “sempre quis” estar novamente no palco da
Celebração Olímpica, para receber “a versão adulta” do seu prémio,
depois de lhe ter sido atribuído o Prémio Juventude em 2019.Primeiro
português a conquistar mais do que uma medalha na mesma edição dos
Jogos, Leitão, de 26 anos, foi ainda agraciado com o Prémio Ética
Desportiva, por ter decidido esperar por Benjamin Thomas quando o
francês, que haveria de conquistar o ouro, caiu durante a prova de
omnium de Paris2024.‘Responsáveis’ pelos
sucessos dos medalhados lusos nos Jogos que decorreram entre 26 de julho
e 11 de agosto, Jorge Pichardo, o treinador e pai de Pedro Pichardo,
Marco Morais, treinador da seleção feminina de judo, e o coordenador
técnico das seleções de ciclismo e selecionador de pista, Gabriel Mendes
- este pelo segundo ano consecutivo – foram distinguidos com o Prémio
Mérito Desportivo. “É uma honra muito grande”, descreveu Mendes, o único dos três que esteve presente na cerimónia. Destinado
a homenagear agentes desportivos pela excelência e notabilidade das
suas carreiras, o Prémio Prestígio foi este ano entregue a Telma
Monteiro, a judoca que foi a única portuguesa medalhada (bronze) no
Rio2016 e que soma cinco medalhas em Mundiais – quatro delas de prata -,
15 em Europeus, onde se sagrou campeã seis vezes, para além de mais de
duas dezenas no circuito mundial de judo ao longo de uma carreira de 25
anos. Aos 38 anos, Monteiro decidiu
encerrar a sua carreira olímpica, após não ter conseguido apurar-se para
os seus sextos Jogos Olímpicos – seria a primeira mulher portuguesa e a
primeira judoca a nível mundial a consegui-lo –, na sequência de uma
cirurgia ao ligamento cruzado anterior, ao lateral interno e menisco,
que a afastou longos meses da competição. “É
muito importante para mim, é um orgulho, porque eu acho que os prémios
são muito significativos quando temos muita consideração pelas entidades
que os atribuem”, assumiu, evocando a “grande relação” que tinha com
José Manuel Constantino. Depois de
alcançar o melhor resultado de sempre da ginástica portuguesa em Jogos
Olímpicos, ao ser quinto nos trampolins em Paris2024, Gabriel
Albuquerque, o ‘caçula’ da Missão nacional, recebeu o Prémio Juventude,
tal como Taís Pina, a judoca que conquistou o Grand Slam do Cazaquistão.
“É um orgulho enorme”, reconheceu Albuquerque, enquanto a judoca se mostrou “muito feliz” com a distinção.O
momento alto da Celebração Olímpica, que decorreu em Lisboa e
distinguiu ainda Luís Bettencourt Sardinha, atual Presidente da
Faculdade de Motricidade Humana, com o Prémio Investigação Científica, e
o Programa Oeiras Educa+ com o Prémio Educação Olímpica, foi a
atribuição da Ordem Olímpica Nacional a José Manuel Constantino, figura
omnipresente ao longo de toda a cerimónia. Falecido a 11 de agosto, data da cerimónia de encerramento dos últimos Jogos
Olímpicos, Constantino foi presidente do COP entre 2013 e 2024, período
em Portugal conseguiu os melhores resultados de sempre, com a conquista
de quatro medalhas em Tóquio2020 e mais quatro em Paris2024. A
Ordem Olímpica Nacional destina-se a distinguir personalidades, de
elevado nível e público reconhecimento, por serviços de extrema
relevância prestados ao movimento olímpico."É
uma grande honra ver o meu pai ser congratulado com tal distinção. O
meu pai nunca foi de grande celebrações, mas acredito que esteja agora a
celebrar, ao seu jeito, mais reservado. Acredito que esteja aqui
connosco. Para nós, família, foi uma honra ver o crescimento nos três
mandatos desta instituição", declarou Bruno Constantino, agradecendo a
quem acompanhou o pai no seu percurso.