McCain diz que Obama arrastará país para depressão económica

29 de jul. de 2008, 06:10 — Lusa/AO

As acusações coincidem com uma reunião hoje, em Washington, a 100 dias da eleição presidencial, de Obama com o magnata e filantropo Warren Buffett, com quem analisa a actual situação de economia, principal assunto de preocupação dos norte-americanos.     Os pormenores do encontro, que incluem também o antigo secretário do Tesouro Robert Rubin e o antigo presidente da Reserva Federal Paul Volcker, não foram divulgados, mas a campanha de McCain apressou-se a desvalorizar a iniciativa, ao advertir para os potenciais riscos de uma presidência Obama.     "Se aumentares os impostos e restringires o livre comércio com políticas isolacionistas quando a economia abranda, os maus tempos económicos pioram", disse hoje em conferência de imprensa por telefone Carly Fiorina, a ex-presidente de Hewlett-Packard e uma das principais assessoras económicas de McCain.     "E essa é precisamente a proposta de Obama", acrescentou Fiorina, que disse confiar que o senador democrata continue a pedir a opinião dos peritos porque o "seu entendimento da economia deixa muito a desejar".     A campanha de Obama adiantou que o encontro de hoje abordará como restabelecer o equilíbrio económico de forma a recompensar o espírito empresarial e o trabalho mais duro.     Trata-se, segundo o comunicado, de uma reunião para debater como fazer frente aos actuais desafios e também "como construir uma economia para o século XXI em que o maior número de norte-americanos desfrutem de uma prosperidade partilhada".     Obama propôs reduzir os impostos à classe média e aumentar a carga fiscal para os sectores mais endinheirados da sociedade.     A campanha do senador ridicularizou McCain por reconhecer, em Dezembro, que sabe mais de segurança nacional do que de economia.     Uma nova sondagem publicada hoje mostra que Obama tem uma vantagem de nove pontos face a McCain depois do seu périplo pelo Médio Oriente e vários países europeus, entre os quais a Alemanha, onde foi aclamado por 200 mil pessoas.     A sondagem Gallup situa Obama à frente com 49 por cento do apoio popular, face a 40 por cento para McCain. Nunca a distância foi tão ampla entre os dois homens desde Março, altura em que Gallup começou a publicar sondagens diárias sobre a eleição presidencial.