Mc Daniel, Fernando Daniel, Excesso e Dillaz nas Sanjoaninas de Angra do Heroísmo
10 de mai. de 2025, 08:00
— Lusa/AO Online
O
vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Guido Teles,
disse que o cartaz pretende “responder aos gostos do diversificado
público que as Sanjoaninas têm”, mas “dar um foco especial aos artistas
mais populares junto dos mais jovens”.“Temos tido um acréscimo, de ano para ano, da procura de bilhetes no palco para o recinto do Bailão”, afirmou o autarca.O
recinto tem uma lotação para cerca de 5.500 pessoas e, segundo Guido
Teles, em 2024 foram vendidas perto de 5.000 pulseiras semanais.Durante
10 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas
populares, música, gastronomia, tauromaquia, desporto e exposições,
entre outras atividades.Segundo o
vice-presidente do município de Angra do Heroísmo, o cartaz musical
tenta “aumentar de ano para ano a notoriedade” das festas e da cidade,
com “artistas que consigam atrair públicos de diferentes idades”, mas as
Sanjoaninas “atraem pelo seu conjunto e não pelo cartaz musical”.“A
parte musical é um adicional a tudo o que é o atrativo da festa. Já
encontrámos gente cá que vinha especificamente para ver concertos.
Acontece mais com pessoas que vêm de outras ilhas, mas às vezes também
acontece com pessoas que vivem no continente”, apontou.Um dos cabeças de cartaz deste ano, único nome internacional, é o brasileiro Mc Daniel, que se tem destacado no funk.“Este
caso do MC Daniel tem possibilidade de atrair a comunidade brasileira
em Portugal, que segue muito este artista”, salientou Guido Teles.Pelo
palco principal das Sanjoaninas, vão passar também os portugueses
Dillaz e Mizzy Milles, que se destacam no hip hop, os cantores Fernando
Daniel, Dino d’Santiago e Virgul, a banda Excesso, que teve sucesso no
final da década de 1990, e o projeto Para Sempre Marco, de tributo ao
cantor Marco Paulo.O cartaz inclui ainda bandas locais, como Doce Tributo e Quarto Crescente & Amigos, bem como DJ nacionais e locais.Questionado
sobre o orçamento, o autarca disse que o município mantém “exatamente o
investimento do ano passado”, sem revelar o montante.“Esse
tem sido o nosso esforço de não aumentar os custos com o investimento
que fazemos com o palco do Bailão. São nove dias, obviamente que é
sempre um investimento considerável”, frisou.Já em 2024 o valor manteve-se semelhante ao investido em 2023, o que segundo a autarquia rondou os 365 mil euros (mais IVA).Os ingressos mantêm o mesmo valor há mais de uma década: 15 euros por dia ou 30 euros por semana.“Entendemos
que é uma oferta que tem um cariz quase social. A ideia é dar
oportunidade a que toda a gente tenha acesso a uma oferta diferenciada e
acesso a concertos de nível nacional e internacional de qualidade com
preços acessíveis”, salientou Guido Teles.Além
do recinto com entradas pagas, as festas contam com outros três palcos,
espalhados pela cidade, de acesso gratuito, com bandas locais e grupos
tradicionais.