MBW reforça presença na Região com centro logístico e de produção
Hoje 16:30
— Nuno Martins Neves
Depois da construção do Hospital Modular, a MBW está responsável pelos centros de saúde da Maia e Livramento/São Roque. Como estão a decorrer as obras?Está a correr bem. Aqui o espírito é um pouco diferente [do Hospital Modular]: é um contexto de conceção/construção, onde estamos a trabalhar em duas geografias diferentes em São Miguel. Há alguns desafios acrescidos ao nível das infraestruturas, mas a complexidade técnica dos processos, também neste caso, é menor.No caso específico do hospital modular, existiam outras especialidades mais críticas a nível de instalações especiais, nomeadamente em blocos operatórios, cuidados intensivos e intermédios, imagiologia, entre outros.Estamos a falar de dois centros de saúde: a componente logística e de timings tem uma vertente que faz todo o sentido para este tipo de sistemas construtivos. O desafio em sete meses de materialização dos centros de saúde é sempre interessante, até com alguns condicionamentos logísticos da região autónoma, incluindo a mão-de-obra. Estamos tentando envolver também parcerias locais, nem sempre é possível, mas está tudo dentro dos timings que estavam previstos.Os dois centros de saúde vão ficar prontos em agosto para serem entregues à comunidade e poderem usufruir e ter melhores cuidados de saúde na ilha. Esse é o nosso propósito, continuar a ajudar, A MBW pretende continuar na região autónoma: já fez um investimento num centro logístico e está a fazer um investimento também numa unidade de produção em São Miguel.Por isso a MBW veio para ficar: entendemos que existe espaço e oportunidades face ao tipo de construção industrializada que desenvolvemos, onde a vertente de timings e logística tem um fator muito importante e relevante.Quantas pessoas tem a MBW a trabalhar nos Açores?Nós já temos 14 residentes em São Miguel e também temos alguns colaboradores que estão cá e que já querem ficar. E para nós também é um bom indicador de que nós viemos para ficar e que faz todo o sentido continuar a investir na região autónoma.Este tipo de construção industrializada está a fazer o seu caminho em Portugal?Sem dúvida, não só na região autónoma como em outras geografias. Tendencialmente, em Portugal está a fazer-se esse caminho, nomeadamente o governo, a nível regulatório. A construção modular industrializada por si só tem o seu espaço e vai ficar: a construção civil como nós conhecemos há 30 anos tem que se adaptar a este tipo de sistemas, com o timing e o impacto que têm.Pegando neste caso concreto: estamos aqui na freguesia do Livramento, junto a moradias e há sempre constrangimentos associados a isso. Todo o tipo de otimizações que consigamos fazer em construção, seja feita em centros logísticos e centros de produção. Porque para a materialização [da obra] ser num curto espaço de tempo, existe uma construção invisível que está a acontecer nos centros de produção.Mas é uma construção efetivamente de impacto, com todas as exigências térmicas, acústicas, de resistência ao fogo e sísmicas, no contexto até particular aqui da região autónoma.No norte da Europa, nos Estados Unidos, o processo já está completamente normalizado. Em Portugal estamos a dar os primeiros passos e dentro de uns anos, já não será uma questão, porque é um processo que estará regulado com processos construtivos de construção tradicional, como hoje os conhecemos.A intervenção da MBW nos Açores tem sido apenas na área da Saúde, mas pode abranger outros setores?Já temos aqui outros processos a nível privado que estamos a desenvolver. Efetivamente, na área da saúde temos um envolvimento muito grande, não só na região autónoma como no continente. É uma área entusiasmante, com desafios técnicos acrescidos face à sua complexidade. É a nossa zona de conforto, mas também trabalhamos comércio, serviços, educação, indústria, escritórios, negócios B2B.Nós fazemos edifícios multifuncionais que podem ser adaptados. Obviamente quando o fator tempo tem mais peso, torna-se muito mais vantajoso para as entidades governamentais utilizar este tipo de sistemas para conseguir, em curto espaço de tempo, criar impacto e melhorar as infraestruturas e a vida dos cidadãos porque no final do dia é isso que interessa.