Mbappé pode sagrar-se bicampeão com apenas 23 anos
Mundial2022
16 de dez. de 2022, 16:56
— Lusa/AO Online
Então
com 19 anos, Mbappé ajudou os gauleses a chegar ao título, contribuindo
com quatro golos, em sete jogos, um deles na final, com a Croácia
(4-2), e dois nos ‘oitavos’, face à Argentina (4-3), que agora
reencontra no jogo que vai decidir o título de 2022 em Lusail, no Qatar.Na
presente edição, o jovem avançado somou mais cinco golos, em seis
encontros, cotando-se como uma das grandes figuras da prova, e o seu
melhor marcador, a par do argentino Lionel Messi, seu companheiro de
equipa no Paris Saint-Germain.Se chegar no
domingo ao ‘bis’, Mbappé fica numa posição muito privilegiada para
‘sonhar’ com a possibilidade de poder alcançar o brasileiro Pelé, que é o
único tricampeão mundial da história do futebol, face aos triunfos de
1958, 1962 e 1970.Com apenas 23 anos –
completa 24 na terça-feira -, o ‘10’ gaulês terá, em princípio, a
possibilidade de disputar mais duas fases finais, em 2026, com 27 anos, e
em 2030, com 31, sendo que não será impossível pensar numa quinta, em
2034, com 35.Mbappé não é, porém, o único
que, vencendo no domingo, poderá ambicionar com o ‘tri’, pois Ousmane
Dembélé, com 25 anos, Benjamin Pavard e Lucas Hernández, com 26, Varane e
Aréola (ainda sem jogos em Mundiais), com 29, e mesmo Griezmann, com
31, podem ter, pelo menos, mais uma oportunidade, dentro de quatro anos.Por
seu lado, Lloris (35 anos), já o mais internacional de França, com 144
internacionalizações, e Mandanda, que com 37 anos e 247 dias se tornou,
face à Tunísia, o mais velho de sempre a representar os gauleses, terão
de ‘contentar-se’ com o ‘bis’.Antes de
pensarem no ‘tri’, os 10 franceses que repetem 2018 têm primeiro de
chegar ao segundo título, o que, a acontecer, os colocará lado a lado,
no segundo lugar do ‘ranking’, apenas atrás de Pelé, com outros 20
jogadores.Nesta posição, seguem um total
de 15 brasileiros, 13 dos quais companheiros de equipa do ‘rei’ nas
edições de 1958 e 1962, casos dos ‘craques’ Garrincha, Zagalo, Gilmar,
Didi ou Vavá.Após a Rimet, arrebatada em
1970, ainda ‘bisaram’ Cafú, único jogador que marcou presença em três
finais (1994, 1998 e 2002), e Ronaldo, segundo melhor marcador da
história dos Mundiais, com 15 golos, ambos vencedores em 1994 e 2002.Entre
os bicampeões mundiais, constam ainda quatro italianos (Giuseppe
Meazza, Giovanni Ferrari, Eraldo Monzeglio e Guido Masetti), que
ganharam em 1934 e 1938.O único jogador
sem ser brasileiro ou italiano na lista é o central argentino Daniel
Passarella, que ‘capitaneou’ a equipa em 1978 e viu do banco Diego
Armando Maradona levar os ‘albi-celestes’ ao cetro em 1986.