Maus tratos às crianças cada vez mais requintados e difíceis de identificar

12 de nov. de 2013, 15:52 — Lusa/AO online

  Rute Santos, membro do Núcleo hospitalar de apoio a crianças e jovens e risco no Hospital Dona Estefânia, falava durante o Congresso de Serviço Social do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), sobre o tema dos maus tratos. A especialista revelou que o ato de mau tratar é cada vez mais escondido e um desafio para os técnicos que recebem e encaminham estes casos. “O ato de maltratar tem-se vindo a aperfeiçoar. É mais requintado e perverso, com marcas mais difíceis de identificar e difíceis de lidar para os próprios técnicos”, afirmou. Apesar do aumento da gravidade dos casos, o seu número baixou entre 2008 e 2012: de 169 para 122. Sobre o tema deste congresso – “O serviço social em contexto de crise” – Rute Santos alertou para o facto de as crianças perceberem a crise, que “é também de valores e da organização da família”. “As crianças têm noção que a vida delas mudou e têm dificuldade em aceitar isso”, disse.