Mau tempo provoca 32 ocorrências em São Miguel

25 de out. de 2025, 15:19 — Filipe Torres

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informou que, devido às condições meteorológicas adversas que afetaram o arquipélago durante o dia de ontem, foram registadas 32 ocorrências na ilha de São Miguel.De acordo com o SRPCBA, as situações verificaram-se nos concelhos de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande, e incluem inundações em habitações e vias públicas, o transbordo de ribeiras e derrocadas.A derrocada registada na freguesia das Feteiras, no concelho de Ponta Delgada, afetou duas habitações, mas não há feridos a registar.Segundo a Proteção Civil, não foi necessário proceder ao realojamento dos moradores, tendo as equipas no local assegurado a avaliação e estabilização da área atingida.Ainda em Ponta Delgada, as autoridades registaram a necessidade de realojar temporariamente duas pessoas devido à inundação de uma habitação, sem vítimas a lamentar. Os Bombeiros de Ponta Delgada confirmaram também ao Açoriano Oriental a remoção de um automóvel que ficou entalado próximo da ANC, junto à zona das Arribanas, operação que decorreu sem incidentes.Na Ribeira Grande, uma das zonas mais afetadas pela chuva intensa, o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Gaudêncio, adiantou ao Açoriano Oriental que a situação está, neste momento, sanada.“Desde a primeira hora colocamos equipas no terreno, em articulação com as juntas de freguesia e os bombeiros. As limpezas ainda decorrem, mas a situação encontra-se controlada”, afirmou o autarca.Alexandre Gaudêncio referiu que se registaram inundações em algumas moradias, mas nenhuma família precisou de ser realojada. No entanto, alguns prejuízos significativos foram identificados, sobretudo em habitações que ficaram danificadas e poderão vir a beneficiar dos apoios disponíveis.O presidente sublinhou ainda que, entre as 7h00 e as 10h30, as equipas municipais estiveram no terreno a prestar apoio e a repor a normalidade nas zonas mais afetadas.Também o comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, José Nuno Moniz, assegurou que, apesar do número de ocorrências, “a situação não é alarmante”.