Mau tempo afeta as vendas na época natalícia em Ponta Delgada
20 de dez. de 2019, 18:09
— Lusa/AO Online
"As vendas têm sido boas, à semelhança dos anos
anteriores”, disse à Lusa José Carlos Frias, dono da Livraria SolMar,
explicando que “o livro ainda constitui uma boa escolha para prenda de
Natal, porque é bastante versátil, nos seus géneros, há escolhas para
todas as idades” e que, “nesta altura, o que se vende mais são os livros
infantojuvenis e romances”.“Esta é uma
altura muito esperada pelos livreiros e pelos editores. Há uma série de
livros que os editores guardam para esta altura do ano. É uma altura do
ano que salva editoras e que salva livreiros”, prosseguiu o comerciante.Ainda
que esta seja a melhor altura do ano para as livrarias, este ano
luta-se contra “a intempérie do mau tempo, que é sempre penalizador”,
mas José Carlos Frias está tranquilo, porque o “forte de vendas no Natal
é sempre na última semana, muitas vezes nos últimos dias” e o livro “é
também uma prenda de último recurso”.Aberta
há 45 anos no centro de Ponta Delgada, a Londrina, apresentada como
“símbolo da moda masculina”, tem já “clientes de várias gerações”.O
gerente da loja, Tiago Santos, contou à Lusa que o negócio “durante o
ano foi um bocadinho mais fraco, mas na época do Natal está correndo um
bocadinho melhor”.Também este comerciante
se diz “um bocadinho refém” da meteorologia, mas, “se o tempo ajudar, a
esperança é de que as vendas aumentem”.Na
La Bamba Bazar Store, a única loja de discos de Ponta Delgada, as vendas
estão a ser “um bocadinho mais fracas do que o ano passado, mas, em
geral, [estão a correr] bem”, afirmou Pedro García, considerando que a
quebra se deve ao tempo.Ainda assim,
mantém-se esperançoso: “O Pai Natal sempre chega tarde. Estes últimos
dias, seguramente, serão os dias mais concorridos”, afirmou o
comerciante, acrescentando que “qualquer uma das coisas que estão nesta
loja não podem ser encontradas em nenhuma outra loja” de Ponta Delgada.“O
Natal é das crianças, como se costuma dizer”, afirmou Ana Medeiros,
proprietária da Mundo Bambino. É por isso, referiu, que “esta é a
melhor altura de vendas” da loja de brinquedos.Este
ano, “o balanço tem sido diferente dos últimos dois anos: apesar de São
Pedro ter sido amigo, tivemos um novembro um bocadinho apagado. Este
mês de dezembro, sendo a nossa especialidade o brinquedo, estamos à
espera que seja a altura mais procurada”, explicou Ana Medeiros.Para
a designer de moda Sara França, “este ano está a ser complicado” na
loja O Estúdio, onde vende também produtos de outros designers e
artesãos locais.“O clima é uma coisa que
influencia bastante o comércio tradicional no centro de Ponta Delgada.
Até tenho falado com outros comerciantes e é notório que se nota uma
quebra”, adiantou.A designer espera que as
vendas “comecem a subir nos próximos dias”, já que, “cada vez mais, as
pessoas guardam as compras para os últimos dias”.A
quebra é combatida “através da divulgação ‘online’”, onde tentam
“chegar ao público”, mas também mantendo a loja aberta até à última: “No
dia 24 estamos com a loja aberta até às 19h00 e é assim que deve ser”.Os Açores foram esta semana afetados pela depressão Elsa, com chuva e vento fortes.