Marta Temido remete decisões sobre desconfinamento para quinta-feira
Covid-19
13 de abr. de 2021, 14:50
— Lusa/AO Online
“Vai
seguir-se um conjunto de contactos e trabalhos no sentido de tomar as
melhores decisões. A estratégia de desconfinamento foi aprovada no
Conselho de Ministros e é gradual, deliberadamente progressiva e de
ritmo lento, no sentido de ir adequando as medidas proporcionalmente
àquilo que são as situações epidemiológicas”, explicou. Em
declarações após a reunião no Infarmed, em Lisboa, que juntou
especialistas, membros do Governo e o Presidente da República para a
avaliação da situação da pandemia de covid-19 do país, Marta Temido
deixou claro que o Governo “vai apreciar todos os números” da evolução
da infeção em Portugal.“Estes dias que
estamos a viver são decisivos para que se consolidem tendências num
sentido ou noutro e para que possamos tomar decisões na quinta-feira
para o período que vem a seguir ao dia 19, para o qual estava previsto
um conjunto de decisões, mas a nossa estratégia gradual poderá ter
paragens ou avanços”, observou.Questionada
sobre a inversão da tendência de descida da pandemia de covid-19
durante as últimas semanas e a previsão de se poder atingir o limiar de
120 casos por 100 mil habitantes - definido na matriz de desconfinamento
concebida pelo executivo -, a governante admitiu que a situação da
pandemia já foi “mais favorável”, mas lembrou que o nível de
confinamento da população é agora distinto e que existem “critérios
exigentes de monitorização”.“Os limiares
de 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes, estando muito distantes
daquilo que tivemos no início deste ano, são os valores de referência
para o país. Não queremos perder mais vidas inutilmente, não queremos
causar doença cujas consequências de longo prazo sejam ainda
desconhecidas”, referiu.Sobre o aumento da
incidência registada na população em idade escolar, a ministra da Saúde
fez questão de lembrar a baixa positividade dos testes à covid-19
efetuados nessa comunidade e reiterou que os estabelecimentos de ensino
não são uma ameaça. “As escolas são a
nossa preocupação, na medida em que são o aspeto social que mais
queremos proteger. Temos procurado realizar esse processo com mais
segurança pela realização de testes”, disse, reforçando que as crianças
podem ser “agentes importantes de transmissão” do vírus, mas sofrem uma
infeção “menos severa”.