Marrocos repatria 327 menores desacompanhados após crise migratória na cidade espanhola
Ceuta
Hoje 11:12
— Lusa/AO Online
A fonte, citada pela agência de notícias espanhola EFE, explicou que estes repatriamentos tiveram em conta o interesse superior dos menores e a necessidade de estarem com os seus pais. A informação foi publicada pelo jornal online Médias24, que especificou que os regressos são diários e efetuam-se através da zona terrestre entre Fnideq (Castillejos) e Ceuta, e precisou que este processo continua "a um ritmo constante". No seu último discurso a 09 de outubro, por ocasião da abertura do Parlamento, o rei Mohamed VI destacou os avanços na cooperação migratória entre Marrocos e Espanha, mas considerou que o modelo atual está "obsoleto". Além disso, criticou os obstáculos "legais e judiciais" que dificultam o repatriamento de menores marroquinos não acompanhados e anunciou que o país irá apresentar uma nova estratégia de cooperação migratória. "Esta cooperação enfrenta hoje grandes desafios relacionados com determinadas disposições legais desatualizadas e com decisões judiciais distantes da realidade, que, infelizmente, impedem o repatriamento de menores e de pessoas que adotam uma atitude de refugiados, alimentando assim as ambições das redes criminosas", afirmou então o monarca.No enclave espanhol de Ceuta, localizada no norte de África entraram nos dia 30 e 31 de julho, de forma ilegal, mais de 70.000 pessoas.