Márquez regressa em Portimão para baralhar as contas do Mundial
MotoGP/Portugal
14 de abr. de 2021, 12:10
— Lusa/AO Online
A 16.ª edição do Grande Prémio de
Portugal vai ser disputada pelo segundo ano consecutivo no Autódromo
Internacional do Algarve (AIA). Desta vez, com a terceira prova da
temporada, depois de ter encerrado o campeonato de 2020, na sequência da
suspensão das etapas argentina e norte-americana, devido à pandemia de
covid-19.A partir de 2022, o circuito
algarvio deve ficar em permanência e de forma titular no calendário,
pelo menos durante os três anos seguintes.Para
já, a ausência do hexacampeão Marc Márquez, devido a uma lesão
contraída na primeira prova do ano passado, em Jerez de la Frontera, em
Espanha, tornou o campeonato de 2020 no mais competitivo do que nunca,
com nove vencedores diferentes nas 14 corridas realizadas após a
reformulação do calendário.Este ano, ainda
sem Márquez no pelotão, a recuperar da terceira operação ao braço
direito, realizada em dezembro de 2020, as duas primeiras corridas do
ano, no Qatar, mostraram o pelotão mais competitivo da história, com a
menor diferença registada entre o primeiro e o 15.º classificado no GP
de Doha, precisamente o português Miguel Oliveira (KTM), que terminou a
8,928 segundos do vencedor, o francês Fabio Quartararo (Yamaha).O
regresso de Márquez traz alguma da "normalidade" perdida devido à
pandemia, mas a incógnita prende-se com os efeitos que a ausência de
nove meses pode ter deixado no antigo campeão, que ainda não correu no
circuito português.Após duas rondas no
circuito com a maior reta de todo o campeonato (a reta da meta de Losail
tem mais de um quilómetro), a real valia de pilotos e motas ainda não
está claramente demonstrada pois, tradicionalmente, o Qatar favorece as
Ducati.O francês Johann Zarco (Ducati)
chega a Portimão na liderança do campeonato, com 40 pontos fruto de dois
segundos lugares, mais quatro do que o compatriota Quartararo e do que o
espanhol Maverick Viñales, vencedor prova inaugural da época, ambos em
Yamaha.Até agora, as Ducati e as Yamaha
foram as mais fortes, mas Suzuki, KTM e Aprilia já mostraram bons
pormenores num circuito pouco favorável, sendo expectável que a ronda
europeia, que agora arranca, mostre mais predicados.O
campeão em título, o espanhol Joan Mir (Suzuki), tem tido um início de
campeonato modesto, com um quarto e um sétimo lugares mas a grande arma
do piloto maiorquino em 2020 foi a consistência, somando pontos
importantes mesmo em dias menos positivos.Também
o português Miguel Oliveira espera uma melhoria com a chegada à Europa e
a um circuito onde dominou em 2020, com ‘pole position', vitória e
volta mais rápida.Esta vai ser a 16.ª
edição do Grande Prémio de Portugal de MotoGP, depois de 12 edições,
entre 2000 e 2012, terem sido disputadas no autódromo do Estoril e a de
1987 no circuito de Jarama, em Espanha.