Marques Mendes desafia Governo a aumentar respostas para idosos
Presidenciais
13 de jun. de 2025, 17:39
— Lusa/AO Online
O
candidato a Presidente da República visitou hoje o Centro de Dia
Algueirão Mem-Martins, no concelho de Sintra (distrito de Lisboa). No
final, em declarações à agência Lusa e ao Observador, afirmou que o
“problema dos idosos é um problema sério, porque a população portuguesa
está, como toda a gente sabe, a envelhecer” e considerou que “é preciso
multiplicar o número de instituições como esta”.“É
um desafio que se coloca ao Estado, que tem que apoiar, como apoia,
como participante, e é um desafio também à sociedade civil. Precisamos
de mais instituições de solidariedade social como esta, porque o
problema da terceira idade é, para as famílias, um dos problemas mais
sérios”, porque “têm muita dificuldade de tratar dos seus idosos” e
trabalhar ao mesmo tempo.Luís Marques
Mendes considerou que, mais do que estas respostas estarem contempladas
no Programa de Governo (que foi aprovado na quinta-feira), devem ser
vertidas no Orçamento do Estado para o próximo ano.“Aí
sim, mais do que no Programa de Governo, é que era importante
reforçar os meios financeiros para investimento nesta área. Este era o
desafio que eu aqui deixava, reforçar os meios financeiros para apoiar o
surgimento e o crescimento de novas instituições de solidariedade
social”, afirmou, considerando que esta deve ser uma “prioridade muito
forte”.O candidato a Presidente da
República nas eleições de janeiro do próximo ano considerou que “uma
coisa é o que se diz, outra coisa é o que se faz” e que o Orçamento do
Estado é “o teste do algodão”.“No Programa
de Governo são sempre afirmações bonitas, simpáticas, que é difícil,
de modo geral, discordar. Agora, a opção de fundo é no orçamento. Se o
orçamento no domínio social aumentar, temos uma boa notícia, se o
orçamento não aumentar ou até regredir temos, uma má notícia”.O
candidato, e antigo líder do PSD, considerou que este é um tema
consensual e não lhe parece que existam “grandes divergências entre os
partidos” quanto ao “surgimento e o crescimento de mais instituições de
solidariedade social, quer na infância, quer sobretudo na terceira
idade, porque é aí que o país mais carece, porque está a envelhecer”.“Não
me parece que haja divergências, não me parece que isto seja uma
questão de luta entre o Governo e a oposição”, acrescentou.