Mário Fortuna recandidato à Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada
11 de mar. de 2022, 17:15
— Lusa/AO Online
De acordo com a mesma
fonte, Mário Fortuna, que lidera a CCIPD há 12 anos, recandidata-se face
às “circunstâncias atuais de necessidade de recuperação económica” no
período pós-covid e devido à “circunstância nova” imposta pelo conflito
bélico na Ucrânia.O candidato considera
que é crucial estar “muito atento” a este cenário, sendo necessário
defender “medidas para mitigar estes fenómenos que afetam as empresas”.O
período de apresentação de candidaturas à CCIPD termina na
segunda-feira, dia em que Mário Fortuna pretende apresentar as suas
listas para os corpos sociais, não sendo ainda conhecidos outros
candidatos à liderança da CCIPD.Os
mandatos de Mário Fortuna, empresário, economista e professor da
Universidade dos Açores, ficam marcados pela defesa da liberalização do
espaço aéreo entre o continente e os Açores, bem como pela reivindicação
de promover uma reforma da carga fiscal da região, em baixa, algo que
foi, entretanto, concretizado pelo atual Governo dos Açores.As
Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)
marcaram também o último mandato de Mário Fortuna pela polémica que
causaram no arquipélago, com partidos políticos e Câmaras do Comércio a
criticarem a forma como o processo foi conduzido.Em
causa estavam as candidaturas de empresas açorianas a 117 milhões de
euros do PRR, processo que foi conduzido pela CCIPD, tendo partidos
políticos e Câmaras do Comércio alegado que algumas empresas estavam a
ser privilegiadas.Depois de muitas
críticas dos partidos no parlamento açoriano, de várias Câmaras do
Comércio açorianos terem manifestado o seu desagrado e de deputados do
PS, do BE, da IL e do PAN apresentaram uma proposta de criação de uma
comissão de inquérito sobre as Agendas Mobilizadoras.A 20 de outubro passado, o presidente do Governo Regional, José Manuel
Bolieiro (PSD), anunciou que as candidaturas de empresas açorianas aos
117 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão
começar do zero e garantiu que não se irá perder um cêntimo.Bolieiro
disse a altura que o objetivo era acabar com as suspeições sobre o
Governo dos Açores e sobre as empresas da região que se candidataram às
Agendas Mobilizadoras, lançadas pela República em julho.“O
que está mal, e havendo dúvidas, é preciso acabar”, disse na altura o
governante, acrescentando que decidiu assim “recomeçar, com serenidade,
com mais comunicação, daí com mais transparência, um novo processo” de
candidatura ao concurso de ideias lançado pelo Governo da República para
as Agendas Mobilizadoras de empresas da região.“Não
é aceitável para o Governo, para os Açores, para os empresários, o
clima da suspeição da sua seriedade. É preciso, em benefício da honra e
do bom nome de todos, eliminar estas dúvidas”, frisou Bolieiro.A 05 de novembro, a Câmara do Comércio de Ponta Delgada realizou uma
assembleia-geral para “acabar com o clima de suspeição" em torno das
Agendas Mobilizadoras.Mário Fortuna
referiu, na altura, que "esta situação gerou muita insatisfação junto
dos associados da Câmara do Comércio, porque naturalmente se sentiram de
alguma forma excluídos, seja porque se gerou este ruído todo à volta da
Câmara do Comércio e naturalmente que centrado" em si.Mário
Fortuna afirmou que se trata de “um episódio super desagradável”,
vincando que a “instituição sempre pugnou pela defesa dos interesses dos
empresários”.O dirigente referiu então
que a sua permanência ou não na liderança da instituição seria "uma
situação" que iria "avaliar em devido tempo", tendo agora optado por
avançar.A CCIPD possui cerca de 700 associados.