Maria Inês Barros muito feliz com diploma apesar de derrota no ‘shoot-off’
Paris2024
31 de jul. de 2024, 13:26
— Lusa/AO Online
Primeira mulher portuguesa a
disputar o fosso olímpico, Maria Inês Barros terminou no oitavo lugar,
naquele que é o terceiro melhor resultado português na disciplina em
Jogos Olímpicos, depois da prata de Armando Marques em Montreal1976 e do
sétimo de Manuel Vieira da Silva em Atlanta1996.“Consegui
cumprir os meus objetivos pessoais, que não tinha revelado, que era no
mínimo conseguir o meu recorde pessoal, que era 119. Consegui fazer a
marca de 121 e fui para a última pranchada a saber que precisava do 25,
se quiser pensar em chegar à final. Isso deu-me acesso ao ‘shoot-off’,
que infelizmente não correu muito bem, mas estou muito feliz com o
resultado e com o diploma”, assumiu, em declarações à agência Lusa.Com
23 cumpridos este mês, a penafidelense assinou recentemente pelo
Benfica, mas isso não a vai fazer abandonar o curso de Medicina
Veterinária, no qual está no quinto ano, mesmo que apenas tenha feito
metade do segundo semestre, para se focar nos Jogos.“Vai-se
manter o estudo, porque eu não consigo abdicar de uma das coisas,
porque eu adoro as duas áreas, e se eu abdicasse de uma delas ia ficar
desapontada comigo mesma, e ia ficar triste no futuro, porque ia sentir
falta de uma delas. Então, enquanto eu conseguir, vou conseguir
conciliar as duas o melhor que eu conseguir”, garantiu.Após
a sua primeira presença em Jogos Olímpicos, Maria Inês Barros sabe que
tem “de começar a pensar nos próximos, que são em Los Angeles”. “A
pensar na minha preparação, o que é que eu fiz bem, o que é que eu fiz
mal. E pronto, mentalizar-me que daqui a pouco tenho de começar a
trabalhar para os próximos de Los Angeles”, afirmou.As
provas de tiro com armas de caça dos Jogos Olímpicos Paris2024
disputaram-se em Châteauroux, a quase 300 quilómetros de Paris, algo que
fez a jovem atiradora perder um pouco da sua primeira experiência
olímpica, mas permitiu-lhe estar mais focada na competição.“Como
estávamos tão longe da Aldeia, deixámos de ter aquele espírito olímpico
tão presente, a única coisa que eu tinha aqui alusiva a isso é
Paris2024 por todo o lado, nos postes e no campo de tiro. Mas, sim, eu
fiquei um bocado triste, porque eu gostava de poder estar na Aldeia, de
poder ter aquela experiência total olímpica. Mas, sim, acabou por
ajudar-me um bocadinho a controlar os nervos”, referiu.O
‘shoot-off’ decorreu sem público, por decisão do responsável do espaço,
com muitas pessoas a amontoarem-se junto às entradas sem que fosse dada
qualquer explicação.Entre as pessoas que
tentavam entrar estavam os pais e alguns familiares e amigos de Maria
Inês Barros, visivelmente desapontados por não terem podido dar um
último alento à atiradora.