María Corina Machado culpa Governo pela morte de preso político venezuelano-uruguaio
Hoje 17:43
— Lusa/AO Online
“Mais
uma vítima da crueldade infinita deste regime. Hoje lamentamos
profundamente a morte de José ‘Pepe’ Breijo, cidadão
uruguaio-venezuelano de 71 anos, que faleceu após ter sofrido o horror
do sequestro e da injustiça”, explicou em um comunicado.O
documento, divulgado pelo Vente Venezuela, partido liderado por Maria
Corina Machado, explica que José “Pepe” Breijo “foi preso em 2023,
apenas por ter tirado uma fotografia”.“Encarcerado
em Tocuyito, a sua saúde deteriorou-se gravemente. Quando lhe foi
concedida a prisão domiciliária, descobriu que o próprio agente que o
tinha detido, tinha saqueado a sua casa”, explica a líder opositora
sublinhando que “a prisão domiciliária não é liberdade”, mas “outra
forma de cativeiro”.Por outro lado, Maria
Corina Machado, sublinhou que não descansará até conseguir a liberdade e
a justiça para todos os presos políticos, civis e militares, na
Venezuela.Segundo a imprensa local, José
“Pepe” Breijo foi acusado, em 2023, de alegados atos de terrorismo, após
ter tirado uma fotografia a uma bandeira com inscrições em árabe num
estabelecimento comercial de Caracas.Permaneceu
mais de dois anos na prisão de Tocuyito, no estado de Carabobo, período
durante o qual os seus familiares e ativistas dos direitos humanos
alertaram que se encontrava detido em condições desumanas.A
26 de maio último, foi-lhe concedida a medida de prisão domiciliária.
No entanto, ao regressar à sua residência, situada no edifício
Pasquiareli, em Bello Monte, El Recreo, Caracas, constatou que o seu
apartamento tinha sido ocupado por um agente do Grupo de Operações
Especiais (GOES), que alegadamente participou no procedimento que levou à
sua detenção em 2023.Após várias
denúncias o funcionário que ocupava o imóvel foi obrigado a despejado,
mas teria levado consigo os pertences de Breijo, que um dia depois teve
de receber atenção médica por apresentar um quadro respiratório grave
que colocava a sua saúde em risco.A
organização não governamental venezuelana Foro Penal (FP) denunciou esta
quarta-feira que a 03 de agosto de 2026 estavam detidas 382 pessoas por
motivos políticos na Venezuela, 356 homens e 26 mulheres. Do total de
detidos, 222 são civis e 160 militares, todos adultos.Entre os detidos encontram-se 40 cidadãos estrangeiros ou com dupla nacionalidade.