Marco Rubio reitera desilusão americana mas rejeita ideia de punição
NATO
Hoje 12:49
— Lusa/AO Online
Em declarações pré-encontro dos
ministros dos Negócios da NATO na Suécia, e referindo-se às várias
declarações da administração americana de reduzir o número de efetivos
americanos nos países europeus da Aliança, Rubio garantiu: “isto não é
uma punição”. Disse ainda que a desilusão
americana face à posição dos aliados europeus no ataque americano ao
Irão é algo que será tratado, mas não nesta reunião.Marco
Rubio, que falou juntamente com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte,
em Helsingborg, revelou ainda que nas últimas horas “tem havido
pequenos progressos” nas negociações com o Irão.“A
reunião vai focar-se também nas vossas preocupações”, disse Rutte a
Rubio. “Um dos grandes temas será o Irão e o estreito de Ormuz”, disse o
secretário-geral da organização, acrescentando que “os Estados Unidos
são cruciais para [a segurança] do Médio Oriente, da Europa e do resto
do mundo”.Seguindo a sua postura face às
duras críticas da administração Trump e ameaças de sair da Aliança,
Rutte agradeceu aos Estados Unidos pelo “continuado apoio à Ucrânia”.“Temos que produzir mais para manter o nosso poder de dissuasão e a nossa defesa, disse ainda.Depois
de meses de críticas à NATO e intenções declaradas de redução
dosefetivos americanos nos países europeus da Aliança, o presidente
Donald Trump, anunciou, na quinta-feira à noite, na plataforma Truth
Social, que enviará 5.000 militares para a Polónia, uma nova viragem no
apoio à NATO que mereceu hoje a aprovação de Mark Rutte e da Polónia. Marco
Rubio participa na reunião após dias de incerteza em torno da sua
presença e de semanas de críticas abertas da sua administração à Aliança
Atlântica. A maioria dos países europeus da NATO em que os Estados
Unidos têm bases, continua a permitir a utilização das mesmas, com a
notável excepção para a Espanha, que abertamente criticou a guerra
americana no Irão.Os ministros dos
negócios estrangeiros da NATO reúnem-se esta sexta-feira em
Helsingborg, na Suécia, num encontro que servirá de preparação para a
cimeira de julho em Ancara, Turquia.Em
foco estarão o apoio à Ucrânia, os impactos da guerra no Médio Oriente, e
os orçamentos nacionais de Defesa, cuja meta foi revista no ano
passado, para 5% do Produto Interno Bruto até 2035.