Marcelo recorda "visionário" e afirma que "Portugal nunca o esquecerá"
Óbito/Balsemão
22 de out. de 2025, 16:57
— Lusa/AO Online
O antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, fundador e militante do número um do PSD, morreu hoje, aos 88 anos."Visionário,
pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata,
social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os
combates de meados dos anos sessenta até hoje. Portugal não o esquece.
Portugal nunca o esquecerá", lê-se numa nota do chefe de Estado
publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.Nesta
nota de pesar, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "Portugal perdeu,
hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos" e
realçou a intervenção de Francisco Pinto Balsemão "na política, na
sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa"."Na
política, deputado da Ala Liberal, e, nela, coautor dos projetos de
revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e
lei de liberdade religiosas, para mudar o Portugal do final de sessenta e
início de setenta", referiu.O chefe de
Estado elencou, a seguir, as funções políticas exercidas por Balsemão
após o 25 de Abril de 1974: "Fundador do PPD, hoje PSD, vice-presidente
da Assembleia Constituinte, parlamentar, governante, presidente do
partido e primeiro-ministro, durante a revisão constitucional que pôs
termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a democracia plena"
e "conselheiro de Estado"."Desde os anos
70 do século passado até ao novo século, dos políticos portugueses com
efetiva projeção externa, em particular na Europa e nos Estados Unidos
da América. Na sociedade, integrando ou liderando causas, movimentos de
opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e
transatlânticas", acrescentou.Por outro
lado, o Presidente da República destacou o papel de Balsemão "na
afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a
censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril,
criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a
primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa,
lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da
ditadura e no início da democracia".Marcelo
Rebelo de Sousa esteve, ainda antes do 25 de Abril, na criação do
Expresso, com Balsemão, com quem também iniciou o seu percurso
político-partidário no Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde
Partido Social Democrata (PSD).Após a
morte de Sá Carneiro, o agora chefe de Estado fez parte do VIII Governo,
o segundo chefiado por Francisco Balsemão, entre 1981 e 1983, para
exercer, primeiro, as funções de secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros e, depois, de ministro dos Assuntos Parlamentares.