Marcelo recebe seleção de futebol de rua e diz que "o quarto lugar é um êxito"
20 de nov. de 2018, 14:48
— Lusa/AO Online
A
associação CAIS, que promove a integração das pessoas sem-abrigo e
social e economicamente vulneráveis, é quem seleciona os jogadores e
prepara a comitiva portuguesa para o mundial de futebol de rua, uma
modalidade semelhante ao futsal, mas com regras próprias.Numa
cerimónia na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, o
chefe de Estado contou aos responsáveis técnicos e aos oito jogadores da
seleção que "estava ali quase ao lado", na Guatemala, a participar na
Cimeira Ibero-Americana, e acompanhou o percurso deles desde que saiu de
Portugal, em voo da Força Aérea, aproveitando as escalas."Eu
ia sabendo o que se passava ao passar em Cabo Verde, e depois no
caminho pelas Antilhas, e a seguir na Guatemala, ia sabendo o vosso
percurso", relatou Marcelo Rebelo de Sousa, considerando a equipa "foi
excecional".Segundo
o Presidente da República, "jogaram todos muito bem", com "uma "baliza
bem defendida" e "boa pontaria" dos avançados e com "espírito de
equipa", conseguido apesar de nesta modalidade os jogadores da seleção
nacional mudarem constantemente."De
facto, Portugal ficou conhecido no México e fora do México - os ecos
chegavam à Guatemala - por uma atuação de uma equipa que nem sempre tem
sido acompanhada pelos portugueses. Os portugueses conhecem mal o
significado desta equipa", lamentou, referindo que "é uma realidade
muito recente, não tem ainda vinte anos, está a dar os primeiros
passos".O
Presidente da República observou que "jogar em casa do México era muito
difícil", mas calhou essa meia-final à seleção portuguesa, e que não se
alcançou o terceiro lugar "também por um triz".No
entanto, defendeu que "o quarto lugar é um êxito, com tantas equipas e
de países tão prestigiados" e agradeceu a cada um dos elementos da
seleção nacional, deixando-lhes uma promessa: "Far-lhes-ei chegar um
diploma e uma fotografia minha para cada um de vós"."Daqui
por uns anos, será o primeiro lugar. Podia ter sido este ano. Sabem que
na vida, isso já me aconteceu, já ganhei muita coisa e já perdi muita
coisa, e às vezes ganhei por pouco e outras vezes perdi por pouco",
acrescentou.A
seleção portuguesa de futebol de rua que jogou no México é composta por
Alphonse Mendes, do Seixal, Cristiano Pinto, de Lisboa, Diogo Sousa, de
Ponta Delgada, Gonçalo Lourenço, de Beja, Mariano Abreu, do Funchal,
Tiago Andrade, de Gondomar, e Tiago Carvalho, do Porto.No final, tiraram uma fotografia de grupo e, por proposta de Marcelo Rebelo de Sousa, cantaram todos juntos o hino nacional.O
selecionador nacional, Bruno Seco, considerou que "ser recebido pelo
Presidente da República é a condecoração máxima que um português pode
ter" e que esta cerimónia de receção "demonstra a personalidade do
Presidente, a boa vontade que tem" para com esta equipa."A
nós faz-nos sentir gigantes, faz-nos sentir ao nível dos melhores
atletas portugueses, coisa que nós não somos", declarou aos jornalistas.O
coordenador do projeto de futebol de rua da associação CAIS, Gonçalo
Santos, também salientou "o carinho, a atenção e o apoio do senhor
Presidente da República" que, disse, "tem sido constante" e "é
importante para estes jovens" jogadores, "eleva-os, dá-lhes força".Mariano
Abreu, eleito o melhor guarda-redes do mundial, afirmou que esse prémio
"é uma sensação única", apesar de não terem conseguido "o principal
objetivo" neste campeonato, e agradeceu à equipa.