Marcelo Rebelo de Sousa diz que lutar pela paz “é a corrida de todos os dias”
2 de mar. de 2020, 19:42
— Lusa/AO online
Marcelo
Rebelo de Sousa recebeu hoje, no Palácio de Belém, em Lisboa, a
cerimónia oficial de partida da rota europeia “Peace Run” 2020, que se
vai traduzir em “sete meses a correr pela paz” num “evento humanitário
de dimensão mundial que procura promover a amizade e a compreensão
internacionais”.No discurso, feito
praticamente todo em inglês, o chefe de Estado defendeu que é preciso
“construir paz todos os dias”, considerando que isto significa
“construir pontes, aceitar diferenças, aceitar o outro, ser tolerante,
aceitar outras ideias sobre o mundo, sobre o sociedade, outros
princípios e valores”.“Lutar pela paz não é
apenas uma corrida, é a corrida de todos os dias”, defendeu,
acrescentando que olhando para o mundo se vê tudo menos paz.Esta
corrida, que se iniciou no Palácio de Belém, irá, na perspetiva do
Presidente da República, chamar a atenção para a necessidade de “viver
em paz porque paz é liberdade, desenvolvimento sustentável, igualdade,
justiça social” e sem paz não se consegue “atingir nada no mundo”.“A paz é o início e o fim de tudo”, disse.Depois
de acender a tocha e de acompanhar os primeiros metros da corrida, até
ao Largo dos Jerónimos, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos
jornalistas sobre dois temas em relação aos quais já tinha falado
durante a sua visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas
(SISAB).Questionado sobre o anúncio de
renúncia ao cargo do presidente do Tribunal da Relação de Lisboa,
Orlando Nascimento, o Presidente da República reiterou que guardou “a
reação para amanhã [terça-feira] depois da pronúncia do Conselho
Superior da Magistratura”.“Tudo o que
entretanto aconteceu ou acontecer eu comento amanhã. Eu não quero
antecipar-me àquilo que é a decisão do órgão máximo de gestão da
magistratura judicial por uma questão de respeito da separação de
poderes, mas imediatamente a seguir a essa reunião eu ao fim da tarde
terei uma reação”, garantiu.Já em relação
ao novo coronavírus e ao comportamento durante os atos públicos, Marcelo
Rebelo de Sousa disse que manteve “os afetos”.“O
que acontece é que este ano no SISAB havia muitos expositores, embora
para já menos visitantes, mas estavam a chegar e como houve o
relacionamento normal e as pessoas queriam falar, eu não deixei de
falar. Não vi razão neste momento para haver alteração do meu
comportamento. Se houver uma razão no futuro, mudarei. Neste momento não
há”, garantiu.