Marcelo pede União Europeia atuante e liderante sem nacionalismos
9 de mai. de 2023, 10:48
— Lusa/AO Online
Marcelo
Rebelo de Sousa deixou esta mensagem numa nota publicada no sítio
oficial da Presidência da República na Internet para celebrar o Dia da
Europa "e o seu projeto único de unidade e solidariedade"."Hoje,
mais do que nunca, impõe-se que saibamos encontrar inspiração nos que,
ao longo das últimas sete décadas, sonharam e ambicionaram uma Europa
unida pela paz, pela esperança, pelo bem-estar e futuro de prosperidade
para todos os europeus, mas também solidária e acolhedora para os que
nos procuram e necessitam do nosso apoio firme", defendeu.Citando
a francesa Simone Veil, primeira mulher a presidir ao Parlamento
Europeu, o chefe de Estado afirmou: "O destino da Europa e o futuro do
mundo livre estão inteiramente nas nossas mãos"."A
Europa e os milhões de europeus merecem que acreditemos no seu futuro e
numa União pioneira – no clima, na energia, no digital, no conhecimento
e em tantas outras áreas cruciais –, e sobretudo atuante, liderante,
mais determinada e determinante do que nunca", apelou.Nesta
nota, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou o compromisso de Portugal "para
com os princípios e valores fundadores" da União Europeia, "a dignidade
humana, a liberdade, a igualdade, a democracia, o Estado de direito, o
respeito e promoção pelos direitos humanos, o pluralismo, a não
discriminação, a tolerância, a justiça social".Segundo
o Presidente da República, "forjada em crises, como vaticinou Jean
Monnet, a Europa tem vivido sob o espectro da emergência cíclica", com a
pandemia de covid-19, o "embate da inflação" e "a emergência do choque
da guerra na Ucrânia" provocada pela invasão russa de 24 de fevereiro do
ano passado.Marcelo Rebelo de Sousa
acrescentou que a União Europeia tem enfrentado também "a emergência do
alarme nacionalista", um "risco protecionista" e "a emergência do perigo
do fechamento político e social"."Num
tempo de incerteza, de imprevisibilidade e de crise, assume de
sobremaneira importância garantir que as fortes mudanças em curso na
União Europeia, nas suas fronteiras e no mundo mais alargado, não
potenciem uma erosão destes valores comuns. Para tal, é vital, sem
iliberalismos nem nacionalismos, cuidarmos das nossas democracias, sem
as quais não existe União Europeia", considerou.Segundo o chefe de Estado, "Portugal tem um papel a desempenhar em todos estes desafios" que se colocam à União Europeia."O
seu cumprimento projetará o nosso país, assegurará o bem-estar do nosso
povo, e contribuirá para que a Europa ultrapasse a fase das emergências
cíclicas e entre na fase, tantas vezes adiada, de maior autoconfiança
partilhada entre Estados e povos", considerou.