Marcelo lembra passagem de Mandela por Portugal e defende apoio ao seu legado
24 de set. de 2018, 18:03
— Lusa/AO online
O
chefe de Estado, que falava durante a Cimeira de Paz Nelson Mandela, na
sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, disse que o antigo Presidente
sul-africano "não foi apenas um homem excecional, ele foi claramente um
dos melhores de todos nós" e defendeu que "o seu levado deve ser
apoiado".Nesta
cimeira, de homenagem ao líder da luta contra o 'apartheid' e primeiro
Presidente negro da África do Sul, que nasceu há cem anos e morreu em
2013, deverá ser adotada uma declaração política no sentido de redobrar
esforços para a paz e a segurança internacionais.Num
discurso de três minutos, em português, Marcelo Rebelo de Sousa começou
por referir que, "em 1993, Madiba esteve em Portugal, tinha acabado de
ser libertado e pouco depois seria eleito livremente Presidente da
África do Sul", em abril de 1994. "Em
Portugal, foi recebido entusiasticamente, porque veio dar o seu
testemunho da vitória sobre a opressão", descreveu, acrescentando que
"Portugal tinha acabado de vencer a opressão e tinha chegado ao fim do
colonialismo através da Revolução dos Cravos" de 1974 e que "Nelson
Mandela saudou essa revolução, dizendo que era inspiradora também para
um povo que ainda continuava maioritariamente reprimido".Marcelo
Rebelo de Sousa salientou, depois, que Mandela "garantiu a mais de meio
milhão de portugueses a permanência, a paz, a integração na construção
da África do Sul do futuro"."Era
assim Nelson Mandela, na sua coragem, na sua humanidade, na sua
inteligência, na sua simplicidade, na sua compaixão, na sua grandeza de
alma, no seu longo caminho para a liberdade. E foi essa inspiração que
esteve presente na resolução de crises como a de Timor Leste. Ele
mostrou ao mundo que vale a pena tentar, que nada é impossível",
elogiou.Nelson
Mandela mostrou que é possível "vencer através da esperança, vencer o
medo, com o amor e o perdão, ultrapassar o ódio", prosseguiu."O
legado de Mandela, alinhado com a carta das Nações Unidas e com a
Declaração Universal dos Direitos do Homem leva-nos a acreditar que
podemos e devemos apostar no futuro. Não apenas em declarações, que são
fundamentais, não apenas em palavras, mas através de obras. De tal forma
que o mundo seja mesmo um lugar melhor, um lugar de paz, em que ninguém
fique para trás", concluiu.