Marcelo fala em "nova primavera" e pede a todos que evitem recuo na reabertura

Covid-19

5 de abr. de 2021, 14:52 — Lusa/AO Online

No dia em que os alunos dos segundo e terceiro ciclos regressaram às escolas, o chefe de Estado visitou a Escola Básica Francisco de Arruda, em Lisboa, com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.Defendendo que "é completamente diferente o ensino à distância do ensino presencial", Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "à sua maneira, este é um dia histórico", que corresponde a "um virar de página que se espera sem recuo, irreversível".O Presidente da República pegou no lema desta escola, "de todos para todos", e fez um apelo aos portugueses para que "engrenem neste esforço nacional de todos para todos" que assegure a concretização das próximas etapas do plano de desconfinamento se concretizem e a reabertura de todas as atividades escolares."Num dia tão bonito, isto corresponde a uma nova primavera, é a primavera como estação do ano, mas é a primavera em Portugal, a primavera nas escolas", considerou.Com o ministro da Educação ao seu lado, declarou: "Estamos aqui, simbolicamente, para dizer que este é um esforço conjunto, acreditando que é uma abertura para o futuro".Questionado se dá como adquirido que há condições para se cumprir o plano de desconfinamento do Governo, o chefe de Estado respondeu: "É um esforço de todos os dias". No seu entender, "todos os portugueses têm feito o esforço, fizeram em confinamento, estão a fazer em desconfinamento, fizeram antes da semana da Páscoa, fizeram na semana da Páscoa" e também o "vão fazer nas próximas semanas, respeitando as regras de saúde pública". "Portanto, isto é feito dia a dia, permanentemente", reiterou.Marcelo Rebelo de Sousa salientou que a reabertura progressiva "passa pelo comportamento de todos" e insistiu que o mês de abril é fundamental."É no mês de abril que se consolida este processo de desconfinamento. Se correr bem, quando chegarmos a maio e depois a junho já teremos ultrapassado aquilo que é o programa de desconfinamento. É o que desejamos. É o que cada português, todos os dias, tem de pensar, que é também sua responsabilidade. Nenhum de nós deseja voltar para trás", acrescentou.