Marcelo espera conhecer proposta do Governo para novo Procurador-Geral da República
27 de set. de 2024, 11:43
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas transmitidas pelas televisões à porta do
Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que se
reunirá com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, entre o fim da manhã e
o início da tarde. "Espero ter hoje
conhecimento" de um nome, disse Marcelo Rebelo de Sousa, após
questionado sobre o futuro Procurador-Geral da República.Marcelo
Rebelo de Sousa considerou que "as pessoas acham que há uma espécie de
tômbola de nomes, mas não", referindo que "há um processo que é feito
pelo Governo ao longo do tempo até apurar um nome". “Pode
ser um nome, podem ser dois nomes, podem ser três nomes, mas
normalmente é um nome. E apresenta-o à Presidência da República. E se o
Presidente da República concordar ou não encontrar argumentos contra
aquilo que são os argumentos do Governo, aceita”, disse o chefe de
Estado.O Presidente assumiu ainda que tem a
expectativa que este seja “um processo rápido” e que seja divulgado um
nome ainda este fim-de-semana.“Estou
otimista que seja um processo rápido. Agora se é hoje, se é amanhã, se é
depois de amanhã, quanto mais depressa, melhor, porque depois, no caso
do presidente do Tribunal de Contas, estamos muito em cima do prazo, que
é dia 4. Do procurador, é mais longo, é mais uma semana, é dia 11.
Espero que seja rápido”, acrescentou.Marcelo
reiterou ainda que mantém ainda uma ideia de qual deve ser o perfil do
sucessor de Lucília Gago, mas sublinhou que “o que importa é a proposta
do primeiro-ministro”.Em dia de encontro
entre o primeiro-ministro e o líder do PS, Pedro Nuno Santos, o
Presidente da República disse ainda que era possível que, talvez pela
necessidade do nome ser “comunicado ou informado” ao secretário-geral
socialista, a divulgação do novo PGR seja “um bocadinho mais tarde”.Marcelo
reiterou ainda o seu otimismo quanto à possibilidade de haver um acordo
entre o Governo e o maior partido da oposição para fazer aprovar o
próximo Orçamento do Estado, afirmando que a aprovação era um “mais um
problema resolvido” para a Presidência e sublinhando o que diz ser uma
preocupação de ambos de “de aproximação e descrispação” das relações.“Veja
como a oposição, em geral, e sobretudo o líder da oposição, se
comportou, na matéria de fogos. Sempre com uma preocupação muito
legítima e importante”, acrescentou.