Marcelo e mais 31 líderes mundiais pedem que 2019 seja "o ano da ambição climática"
20 de set. de 2019, 08:34
— Lusa/AO Online
Este apelo surge em vésperas da Cimeira de
Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da Organização das
Nações Unidas (ONU), António Guterres, que se realizará na próxima
segunda-feira, dia 23 de setembro, em Nova Iorque, na qual o chefe de
Estado português irá participar.Nesta
"Iniciativa para Maior Ambição Climática", lançada pelo Presidente da
Áustria, Alexander Van der Bellen, do partido austríaco ‘Os Verdes’,
presidentes de países como Finlândia, França, Gana, Alemanha, Moçambique
ou Nepal e os primeiros-ministros da Espanha e da Suécia, entre outros,
pedem que cada Estado leve a essa cimeira do clima "os seus planos e
iniciativas concretas" para cumprir os objetivos do Acordo de Paris.Os
32 chefes de Estado e de Governo subscritores desta declaração
dirigem-se também às instituições financeiras, a quem pedem "para
alinharem os seus investimentos com as metas de longo prazo do Acordo de
Paris" e para "aumentarem os investimentos em eficiência energética e
energias renováveis, assim como para desinvestirem tão cedo quanto
possível da economia baseada nos combustíveis fósseis".Numa
nota publicada no portal da Presidência da República na Internet,
Marcelo Rebelo de Sousa "saúda vivamente" esta iniciativa lançada por
Alexander Van der Bellen, à qual se associou, e reafirma "o compromisso
de Portugal no combate às alterações climáticas e no cumprimento do
Acordo de Paris".Assinam esta declaração
os chefes de Estado da Áustria, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Suazilândia,
Finlândia, França, Gana, Gambia, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia,
Irlanda, Israel, Itália, Coreia do Sul, Letónia, Líbano, Moldávia,
Mónaco, Montenegro, Moçambique, Nepal, Portugal, Palau, Sérvia,
Eslováquia e Eslovénia e os primeiros-ministros da Dinamarca, Países
Baixos, Espanha e Suécia. Estes 32 líderes
políticos escrevem que as atuais medidas tomadas pela comunidade
internacional "não são suficientes para atingir as metas de longo prazo
estabelecidas no Acordo de Paris" e que "tem de ser feito mais - e a
ação tem de ser rápida, decisiva e conjunta"."Temos
a obrigação coletiva perante as futuras gerações de fazer tudo o que é
humanamente possível para travar as alterações climáticas, bem como para
nos adaptarmos aos seus efeitos adversos", defendem."Apelamos
à comunidade internacional e a todas as partes do Acordo de Paris:
Vamos agir em conjunto, decisivamente, e rapidamente para travar a crise
climática global", acrescentam, concluindo: "Vamos legar às nossas
crianças e futuras gerações um mundo onde valha a pena viver".Em
2018, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, também se
associou a uma outra "Iniciativa para Maior Ambição Climática" lançada
pelo Presidente da República da Áustria, em vésperas da 24.ª Conferência
das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações
Climáticas, que foi assinada por mais treze chefes de Estado europeus.