Marcelo diz que portugueses devem ser esclarecidos sobre regras para o ano letivo
Covid-19
1 de set. de 2020, 12:02
— Lusa/AO Online
“Estamos
agora à entrada do mês de setembro. Daqui a 15 dias temos o arranque do
ano letivo. É muito importante que a sociedade portuguesa como um todo
seja esclarecida [sobre as regras a vigorar nas escolas]. As regras
sanitárias não podem ser consideradas como regras que só meia dúzia de
eleitos é que podem perceber”, declarou aos jornalistas, em Faro. Sublinhando
que a Direção-Geral da Saúde e as direção das escolas “certamente” já
terão definido as regras para este ano letivo, cujo início decorre este
ano entre 14 e 17 de setembro, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que as
mesmas “sejam esclarecidas e explicitadas bem” à comunidade nacional.“É
evidente que quanto mais cedo for feito, melhor é essa tarefa de
esclarecimento”, respondeu, quando questionado pelos jornalistas se as
regras deveriam ser divulgadas já.A
Federação Nacional da Educação, a Confederação Nacional das Associações
de Pais e a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas
Públicas apelaram para que as orientações para o ano letivo
2020/2021 sejam “claras e coerentes”. Num
ano letivo que se perspetiva “atípico” devido à pandemia de covid-19, as
três organizações apresentaram hoje um documento conjunto, que em breve
será enviado ao Presidente da República, Ministério da Educação e
grupos parlamentares, onde expõe as suas preocupações e sugestões para o
ano letivo 2020/2021.Se, por um lado,
apelam à Direção-Geral da Saúde (DGS) para que as orientações para o
funcionamento do próximo ano letivo sejam “rigorosas, claras, coerentes e
exigentes”, por forma a salvaguardar a comunidade escolar, por outro,
pedem “rapidez” ao Ministério da Educação na divulgação dessas mesmas
orientações.O Presidente da República
reconheceu, no entanto, que a DGS tem uma tarefa “quase ciclópica”, dada
a necessidade de definição de regras para tantos setores, embora tenha
de cumprir essa missão.“Aquilo que se está
a pedir à DGS é muito ingrato, muito difícil e muito trabalhoso”,
frisou, após uma visita a uma instituição de apoio social em Faro.