Marcelo defende que tem de apreciar Orçamento antes do decreto sobre professores
28 de nov. de 2018, 10:12
— Lusa/AO Online
"Esse
diploma ainda não chegou às minhas mãos", salientou, no entanto,
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à TSF e à RTP, à saída da
apresentação de um livro sobre a Europa na Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa, que não constava da sua agenda oficial.Segundo
o Presidente da República, "não é possível tomar uma decisão sobre um
diploma que vai ser aplicado no próximo ano sem previamente apreciar o
que no Orçamento para o próximo ano ficou aprovado sobre a mesma
matéria".O
diploma do Governo estabelece que serão contabilizados dois anos, nove
meses e 18 dias do tempo de serviço dos professores no período em que as
suas carreiras estiveram congeladas. Foi aprovado em Conselho de
Ministros no dia 04 de outubro e seguiu para obtenção de parecer por
parte das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.Marcelo
Rebelo de Sousa foi questionado sobre o que vai fazer em relação a esse
decreto-lei tendo em conta que a Assembleia da República, entretanto,
no quadro do Orçamento do Estado para 2019, aprovou uma norma que
determina o regresso do Governo às negociações com os professores,
semelhante à que constava do Orçamento para este ano.Na
resposta, o chefe de Estado sustentou que terá de apreciar primeiro o
Orçamento do Estado para 2019, uma vez que a Assembleia da República
"reapreciou essa matéria, dizendo qual é a solução para o próximo ano". "Ora,
nós estamos a semanas do próximo ano", realçou, acrescentando:
"Portanto, não é possível tomar uma decisão sobre um diploma que vai ser
aplicado no próximo ano sem previamente apreciar o que no Orçamento
para o próximo ano ficou aprovado sobre a mesma matéria".O
Presidente da República frisou que o diploma do Governo ainda não lhe
foi enviado e reiterou que só o irá apreciar "depois de ter decidido
sobre o Orçamento".