Marcelo defende que Forças Armadas são insubstituíveis e não um "luxo do presente"
4 de out. de 2022, 14:55
— Lusa/AO Online
Marcelo
Rebelo de Sousa discursava na cerimónia de entrega das espadas aos novos
oficiais do Exército, na Academia Militar, no destacamento da Amadora,
em Lisboa. Falando para os 39 novos
oficiais do Exército, Marcelo salientou que a caminhada destes militares
é iniciada “em tempo de guerra”, que “não é apenas europeia mas é uma
verdadeira guerra global”. “Tempo em que
todos entendem, ou deviam entender como nunca, porque é que tão
insubstituíveis são as Forças Armadas. Para fazerem a paz, para evitarem
a guerra”, defendeu. O Comandante Supremo
das Forças Armadas sublinhou que “de cada vez que cada mulher ou homem,
por esse mundo fora, sente na sua pele a subida dos preços, o custo da
energia, a situação dos bens alimentares, é impossível não entender que
além de tudo o resto é a guerra que agrava as suas condições de vida”. “A
urgência de construir a paz torna cada vez mais evidente o papel único
das Forças Armadas. Elas não são um pergaminho do passado, elas não são
um resquício da tradição, elas não são um luxo do presente. Elas não são
um encargo dispensável do futuro”, salientou. O chefe de Estado destacou a importância das Forças Armadas para a construção da paz.“Para
evitarem as guerras, todas elas, e em particular as mais chocantes na
violação dos princípios do Direito entre as nações. Para as travarem
depois de desencadeadas, para construírem a paz, e ao mesmo tempo, para
proporcionarem a sua experiência no contacto com o povo no território
nacional, em especial em momentos de maiores provações, para tudo isso
as Forças Armadas são insubstituíveis”, vincou.Momentos
antes, numa pequena intervenção, o Chefe do Estado-Maior do Exército,
general Nunes da Fonseca, afirmou que os novos oficiais dos quadros
permanentes reafirmam ao Comandante Supremo das Forças Armadas “o
profissionalismo, a dedicação, o saber e o rigor que irão colocar no
cumprimento de todas as suas atribuições”. “O
Exército congratula e endereça votos de venturas pessoais e
profissionais a estes seus jovens oficiais na convicção de que saberão
pautar-se permanentemente pelos mais nobres valores que lhes foram
incutidos. Assim, contribuirão para o reforço da imagem pública das
Forças Armadas e honrarão a condição de soldados de Portugal”,
sublinhou. Depois das intervenções, e com
muitos familiares e amigos a assistir à cerimónia, procedeu-se à bênção
das espadas e à sua entrega, seguida do desfile das forças em parada. Na
cerimónia estiveram presentes, entre outras personalidades, o
secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, em representação
do executivo.A entrega das Espadas aos
oficiais é tradicionalmente feita quando os militares terminam o seu
curso de formação e simboliza a autoridade conferida para a função de
comando e liderança.