Marcelo defende que EUA são prioridade e admite novas ligações na energia
4 de dez. de 2018, 12:52
— Lusa/AO Online
O
chefe de Estado falava no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, no
lançamento do livro "Dez Milhões e Um", do anterior embaixador
norte-americano em Portugal, Robert Sherman, uma obra editada pela
Atual.Num discurso quase todo em inglês, o chefe de Estado afirmou: "Nós, portugueses, adoramos os Estados Unidos da América".Relativamente
ao conteúdo do livro de Robert Sherman, apresentado na capa como o
"embaixador de Obama" em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou-o,
mas manifestou divergências quanto ao capítulo sobre o presidente do
Governo Regional dos Açores e a base das Lajes. No
seu entender, o autor "foi um pouco injusto em relação ao presidente
Vasco Cordeiro" - descrito como alguém que "mostrava muito pouco
respeito" pelos seus interlocutores nas reuniões e que tinha um
comportamento "muito pouco adequado" -, porque os dois "nunca se
compreenderam um ao outro, nunca".Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa disse que Robert Sherman "exagera nos créditos do Presidente da República português"."Mas esses são pequenos detalhes num livro inesquecível", declarou.Na
sua opinião, este livro é também uma maneira de lembrar que as relações
luso-americanas são "uma prioridade estratégica" para ambos os países
e, por isso, agradeceu ao autor Bob Sherman e à sua mulher, Kim."Vocês
são uma prioridade para Portugal e nós somos, ou pelo menos devíamos
ser, uma prioridade para os Estados Unidos da América. Mas, ao mesmo
tempo, é uma maneira de inspirar uma aliança ainda mais forte, uma
amizade ainda mais forte", afirmou.De
acordo com o Presidente da República, "não há mudança de regime, não há
mudança de chefe de Estado, de governo ou de embaixadores que possa
abalar esta amizade tão poderosa".O
ex-líder do CDS-PP Paulo Portas foi um dos presentes nesta cerimónia,
em que Marcelo Rebelo de Sousa recorreu à canção "Grândola, Vila Morena"
para observar: "Em cada esquina um amigo. É o caso de hoje".O
Presidente da República tratou Robert Sherman como "português
honorário", pelo "amor que vota à história e maneira de ser"
portuguesas, e como "um dos melhores amigos de Portugal" que já
conheceu."É um amigo muito, muito, muito próximo de nós. É um dos melhores amigos de Portugal que já conheci", reforçou. Sobre
o período em que conviveram em funções, Marcelo Rebelo de Sousa disse
que foi curto, porque só se conheceram em outubro de 2015, quando "já
estava em campanha" para as presidenciais de janeiro de 2016. "E
foi um dos poucos que compreendeu porquê aquela campanha e porquê este
modo de atuar como Presidente da República, o significado desta
presidência", considerou.