Marcelo adverte que usará todos os poderes contra fragilidade do Estado

17 de out. de 2017, 20:53 — Lusa/AO Online

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa declaração ao país, feita a partir da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, concelho do distrito de Coimbra, que foi um dos mais afetados pelos incêndios que deflagraram no domingo.O chefe de Estado prometeu que "estará atento e exercerá todos os seus poderes para garantir que onde existiu ou existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".Depois, exigiu uma "rutura" com o passado e aconselhou "humildade cívica", afirmando: "É a melhor, se não a única forma de verdadeiramente pedir desculpa às vítimas de junho e de outubro - e de facto é justificável que se peça desculpa". E considerou ainda que é essencial o parlamento clarificar o seu apoio ao Governo, face à moção de censura do CDS-PP, para "se evitar um equívoco" ou "reforçar o mandato para as reformas inadiáveis".Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é preciso "abrir um novo ciclo", na sequência dos incêndios de junho e de domingo passado, e que isso "inevitavelmente obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, como e quando melhor serve esse ciclo".Referindo-se à moção de censura hoje anunciada pelo CDS-PP, acrescentou: "Se na Assembleia da República há quem questione a capacidade do atual Governo para realizar estas mudanças que são indispensáveis e inadiáveis, então, nos termos da Constituição, esperemos que a mesma Assembleia soberanamente clarifique se quer ou não manter em funções o Governo. Condição essencial para, em caso de resposta negativa, se evitar um equívoco, e de resposta positiva, reforçar o mandato para as reformas inadiáveis". Defendeu, por outro lado, que se houver margens orçamentais, deve ser dada "prioridade à floresta e à prevenção dos fogos, considerando que esta "é a última oportunidade" para se agir nesta matéria.Além desta recomendação, em vésperas do início do debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2018, o chefe de Estado apelou a "uma convergência alargada" neste domínio, e voltou a exigir que o Governo "retire todas, mas todas, as consequências" destes incêndios e dos de junho."Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta e a convertermos em prioridade nacional - com meios para tanto, se não, será uma frustração nacional. Se houver margens orçamentais, que se dê prioridade à floresta e à prevenção dos fogos", afirmou.