Marcelo admite 10 de Junho junto de comunidades mais longínquas como as da Ásia-Pacífico
20 de dez. de 2024, 16:05
— Lusa/AO Online
Numa intervenção no
encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, num hotel de Cascais,
no distrito de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou a celebração,
que no seu entender decorreu "de uma forma original", do 25.º
aniversário da transferência de administração de Macau de Portugal para a
República Popular China."E, portanto, não
se estranhará que um destes dias, num 10 de junho, nas celebrações fora
do território físico português, se pense em comunidades tão mais
longe, e que normalmente não são tão acessíveis como têm sido europeias,
africanas, norte-americanas ou latino-americanas, como sejam as da
Ásia-Pacífico", disse.Segundo o chefe de
Estado, isso poderá acontecer junto de comunidades portuguesas da
Ásia-Pacífico que "sejam mais longe ainda como a Austrália, ou sejam
mais próximas como a China ou como a Índia, e nelas, naturalmente, Macau
e Goa".O próximo 10 de Junho, em 2025,
será o último que Marcelo Rebelo de Sousa irá celebrar enquanto
Presidente da República, num modelo de duplas comemorações, em Portugal e
junto de comunidades portuguesas no estrangeiro, que lançou no primeiro
ano de mandato, em articulação com o então primeiro-ministro, António
Costa.Em 2016 o Dia de Portugal, de Camões
e das Comunidades Portuguesas foi celebrado entre Lisboa e Paris, em
2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados
Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde.Em
2020, devido à pandemia de covid-19, realizou-se apenas uma cerimónia
no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e em 2021 também só houve
comemorações em território nacional, na Madeira.Em
2022 as comemorações foram em Braga e no Reino Unido, e em 2023 no Peso
da Régua, distrito de Vila Real, e na África do Sul, pela última vez
com António Costa como primeiro-ministro.Em
2024, já com Luís Montenegro na chefia do Governo, o 10 de Junho foi
celebrado em três concelhos de Leiria afetados pelos incêndios de 2017 –
Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera – e em
Coimbra, e na Suíça.