Mar&Ilha leva ‘Cordas Primas’ até Lisboa e Porto

Hoje 09:54 — Susete Rodrigues

O grupo da ilha do Pico, Mar&Ilha, vai apresentar o seu mais recente trabalho em Lisboa e no Porto. Mar&Ilha sobe ao palco do Auditório CCOP, no Porto no próximo dia 1 de março e ao palco do Teatro da Trindade, em Lisboa, no dia 3 de março. Antes , a 27 de fevereiro, vão estar na FNAC do Norteshopping.Inicialmente estava apenas agendado o concerto em Lisboa, em virtude do Mar&Ilha ter ganho, no ano passado, uma distinção, a nível nacional, pela iniciativa Frequência 440 dinamizada pela Fundação INATEL. Recorde-se que Mar&Ilha foi um dos oito projetos premiados, naquela que foi a primeira edição deste prémio.Sara Miguel, cantora e fundadora do Mar&Ilha, explica que “cada um destes grupos, além desta distinção, teve como prémio o direito a fazer concertos em território continental durante 2026”.Sara Miguela dianta que “aproveitamos o facto de ir a Lisboa e pensamos também numa data para um concerto no Porto. Nesse sentido, contactei o Auditório CCOP, que é uma sala muito renomada para música ao vivo no Porto. Decidimos avançar com esta produção conjunta no dia 1 de março”. Entretanto, a FNAC surgiu mais tarde, porque “também nos fez sentido contactar a FNAC, porque sabemos que são locais de música ao vivo também”. Assim, “vamos fazer um pequeno showcase na FNAC do Norteshopping”.Nestes concertos, o Mar&Ilha vão apresentar o seu mais recente trabalho  ‘Cordas Primas’, mas “poderá também haver lugar a alguns dos temas que as pessoas mais gostam do primeiro álbum ‘A Viola e a Viagem’ para o alinhamento, sobretudo para o concerto no Porto, que vai ser um concerto maior”. A banda contará para o concerto no Porto com a presença do convidado residente do grupo André Goulart e também com os convidados especiais Ruben Monteiro (Albaluna/Nubero) e Miguel Teixeira (Vai De Roda/Toque de Caixa).Para o grupo da ilha do Pico, levar a música açoriana ao continente “é uma grande honra e uma responsabilidade”, disse para acrescentar que “sabemos que é algo que não acontece muitas vezes, ou seja, artistas açorianos receberem prémios a nível nacional e poderem se apresentar em salas tão importantes como estas, é um privilégio”. Por outro lado, “temos a responsabilidade de representar bem aquilo que levamos, que é a música açoriana, a viola da terra e todo o seu legado patrimonial”. Sara Miguel afirma ainda que vão ser concertos que “serão uma espécie de celebração da nossa carreira que faz sete anos este ano, celebração da música açoriana, dos cordofones e da arte em geral”, finalizou.