Manuel Clemente realça papel dos jovens no apoio "às necessidades dos outros"
23 de nov. de 2020, 12:26
— Lusa/AO Online
Manuel Clemente
falava em declarações à agência Ecclesia, em resposta aos apelos do Papa
Francisco, na passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude,
que Lisboa acolhe em 2023.“Foi muito
bonito que o Papa, na homilia, tenha pegado nas obras de misericórdia
para dizer aos jovens – aos que cá estavam e aos de todo o mundo, que
também seguiram – que são o melhor ideal possível, as obras de
misericórdia concretizadas na vida”, referiu Manuel Clemente, após a
missa que decorreu na Basílica de São Pedro.O
cardeal considerou que a jornada se realiza em Lisboa devido ao
trabalho desenvolvido pelos jovens católicos, sobretudo universitários
que “têm feito muitas realizações a propósito da misericórdia, da
caridade, aproximando-se das pessoas, de terras, vilas e aldeias, na
Missão País e outras missões”.Neste
âmbito, Manuel Clemente destacou o papel dos jovens que estão “a
colaborar nos lares onde há falta de pessoal por causa da pandemia”,
sublinhando o “caudal de misericórdia, que é a melhor garantia de
futuro”.“As jornadas nasceram deste caudal
e agora reforçam-se com estas novas iniciativas que vão no mesmo
sentido e por isso eu gostei muito que o papa focasse as obras de
misericórdia, o ir ao encontro da necessidade dos outros como o campo
certo para se realizarem os ideais da juventude”, acrescentou.Sobre
a entrega dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude, Manuel Clemente
considerou ser "um momento marcante, num caminho que já anda como sonho
há muito tempo e agora começa a ser cada vez mais realidade”.Portugal
recebeu hoje, na missa presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, os
símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que Lisboa acolhe em 2023, e
que devem depois percorrer as dioceses portuguesas e países de língua
portuguesa.A entrega dos símbolos, a Cruz
Peregrina, com 3,8 metros de altura, e a réplica do ícone de Nossa
Senhora 'Salus Populi Romani', que retrata a Virgem Maria com o Menino
nos braços, deveria ter acontecido em abril, mas devido à pandemia de
covid-19 foi adiada.Os símbolos estavam até agora na posse do Panamá, cuja capital foi palco da última jornada, em janeiro de 2019.