Manifestantes tentam bloquear trânsito no Marquês de Pombal
Coletes amarelos
21 de dez. de 2018, 10:54
— Lusa/AO Online
Na
capital, mais de meia centena de manifestantes ficaram
parados durante três minutos na passadeira à saída do túnel das
Amoreiras, impedindo a saída das viaturas.Após
alguma dispersão, os participantes no protesto, que têm cantado o hino
nacional, voltaram a ocupar toda a passadeira, perante os esforços da
polícia para gerir o trânsito, constatou a Lusa no local.A
circulação já não se faz no anel interior da rotunda e a polícia
colocou pinos no túnel para fazer com que as viaturas provenientes das
Amoreiras sejam desviadas antes de chegar ao Marquês.No
Porto, o túnel da rotunda do Nó de Francos esteve cortado cerca de meia
hora e um condutor afetado pelo bloqueio saiu da viatura para agredir
um manifestante, tendo-se gerado alguma confusão no local, que exigiu a
intervenção da polícia, conforme constatou a Lusa.Entretanto,
com os ânimos mais calmos, os “coletes amarelos” continuam a tentar
perturbar a circulação rodoviária, atravessando constantemente as
passadeiras.Alguns
condutores têm saído dos carros e vestido o colete amarelo que têm na
viatura, perante os aplausos dos manifestantes, mas depois seguem
caminho.Os
protestos dos “coletes amarelos” em Portugal foram convocados por vários
grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos
contestatários das últimas semanas em França.Um
dos grupos, Movimento Coletes Amarelos Portugal, num manifesto
divulgado na quarta-feira, propõe uma redução de impostos na
eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de
dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e
pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos
e redução para metade do IVA sobre combustíveis.Não
tolerando qualquer ato de violência ou vandalismo, este movimento, que
se intitula como “pacífico e apartidário”, defende também o combate
contra a corrupção.A
lista das manifestações dos “coletes amarelos” na área de atuação da
PSP somava 25 protestos em 17 locais das principais cidades do país.