Manifestantes apelam a "resistência" e solidariedade na Europa

17 de dez. de 2008, 11:44 — Lusa/AO Online

 No 12º dia consecutivo de manifestações no país, cerca de 50 jovens colocaram primeiro a faixa com a palavra "Resistência", escrita em grego, francês, inglês, em italiano e em alemão.     Numa segunda faixa, escrita em inglês e colocada minutos depois, lê-se: "18 de Dezembro, Manifestação de Solidariedade em toda a Europa".     Esta acção foi organizada organização de coordenação dos jovens estudantes de Atenas, onde está para hoje prevista uma grande manifestação, inserida nos protestos contra a morte do jovem Alexis Grigoropoulos, 15 anos, morto no passado dia 06 por um polícia, no bairro de Exarchia, na capital.     Manifestantes invadiram terça-feira estúdios de televisão e de rádio para emitir mensagens contra o governo.     Um grupo de cerca de 10 jovens entrou no estúdio da televisão estatal NET e interromperam uma emissão de um discurso do primeiro-ministro Costas Karamanlis, segundo responsáveis da estação.     Os manifestantes pediram aos operadores de câmara que filmassem as faixas que transportavam e na qual se lia: "Parem de ver televisão, saiam para as ruas", e "libertem todos os que foram detidos".     Nesta invasão dos estúdios ninguém ficou ferido e não houve detenções.     Na cidade setentrional de Thessaloniki, manifestantes invadiram três estações de rádio, partindo apenas depois de lerem uma mensagem de protesto.     Registaram-se distúrbios, após uma acalmia de dois dias, quando jovens se confrontaram com elementos da polícia em Atenas e em Thessaloniki.     Segundo a polícia, cerca de 30 jovens lançaram cocktails Molotov contra o edifício da polícia de choque, na capital, danificando sete veículos estacionados no exterior.     Em Thessaloniki, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar 300 jovens que lançavam fruta e pedras junto do principal tribunal da cidade.     Os distúrbios surgiram depois de ser conhecida a decisão do tribunal, que deu oito polícias culpados de abusos contra um estudante, na sequência de manifestações registadas há dois anos.     Os manifestantes exigem que a polícia de choque seja desarmada e retirada das ruas ao mesmo tempo que alastra a exigência para a revisão das políticas económicas, sociais e de educação.