Manifestação de extrema-direita em Londres acaba com dezenas de detenções
1 de ago. de 2024, 11:40
— Lusa/AO Online
De
acordo com as autoridades, registaram-se confrontos no centro de
Londres, perto do Parlamento e da residência oficial do
primeiro-ministro, e que envolveram manifestantes de extrema-direita e
agente da polícia.No ataque com arma
branca em Southport, noroeste de Inglaterra, três crianças, uma das
quais portuguesa, foram mortas e oito menores e dois adultos ficaram
feridos.Um jovem de 17 anos foi acusado na quarta-feira à noite e deve comparecer hoje perante o tribunal de Liverpool.Após
o ataque, eclodiram os primeiros confrontos na cidade de Southport,
atribuídos pela polícia a manifestantes de extrema-direita que atacaram
uma mesquita.Anteriormente, tinham-se espalhado rumores nas redes sociais sobre a identidade e a religião do suspeito.A
Polícia Metropolitana de Londres disse hoje que foram detidas durante a
noite várias pessoas por atos violentos, incluindo a agressão contra um
profissional de saúde junto do Parlamento britânico. Os
agentes foram mobilizados para o centro de Londres para conterem "as
desordens" tendo alguns polícias ficado feridos, acrescentou a Polícia
Metropolitana.O protesto na capital sob o
lema "Enough is Enough" ("Já Basta") foi promovido e organizado por
membros da extrema-direita britânica após o crime de Southport. Na
terça-feira, além dos confrontos em Southport foram igualmente
organizadas manifestações anti-imigração em Hartlepool, Manchester e
Aldershot e que também acabaram em confrontos com a polícia. Hoje
à tarde, o primeiro-ministro, Keir Starmer, vai reunir-se com os chefes
da polícia na residência oficial de Downing Street, para mostrar o
"apoio total" do Governo às autoridades, na sequência do ataque mortal
em Southport e dos atos de violência e de vandalismo que se seguiram.O
chefe do governo trabalhista, que chegou ao poder há quase um mês,
tenciona mostrar "o apoio total do governo na sequência de uma série de
incidentes de extrema violência e desordem nas ruas", refere uma nota do
gabinete do primeiro-ministro.Na reunião
com os responsáveis da polícia, Keir Starmer quer reiterar que as forças
da ordem "não devem hesitar em utilizar todos os poderes para pôr
termo" à violência e "garantir que seja feita justiça".A
declaração divulgada por Downing Street recorda também
que "embora o direito de protesto pacífico deva ser protegido a todo o
custo (...) os criminosos que exploram este direito para espalhar o ódio
e levar a cabo atos violentos vão enfrentar toda a força da lei”.