Malala Yousafzai pede pelos direitos das meninas e mulheres do Afeganistão nos EUA
7 de dez. de 2021, 13:01
— Lusa/AO Online
“O
Afeganistão é hoje o único país onde as meninas não têm acesso ao
ensino médio. Elas estão proibidas de aprender", disse Malala Yousafzai,
que trabalha com jovens e ativistas afegãs, ao lado do secretário de
Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.A
ativista leu uma carta de uma jovem afegã de 14 anos dirigida ao
presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sublinhando que as meninas e
as mulheres “deviam ter direito de trabalhar e deviam poder ir à
escola”. Malala Yousafzai afirmou que este
adolescente, que se chama Sotodah, "escreve que quanto mais escolas e
universidades permanecem fechadas para as meninas, mais isso vai
atrapalhar o futuro”.“A educação das
meninas é uma ferramenta poderosa para trazer paz e segurança. Se as
meninas não aprenderem, o Afeganistão também sofrerá", continuou a
ativista, citando a carta."Como menina e
como ser humano, preciso que saiba que tenho direitos. Mulheres e
meninas têm direitos. Os afegãos têm o direito de viver em paz, de ir à
escola e brincar", acrescentou, frisando que "esta é a mensagem das
meninas afegãs hoje."As escolas de ensino
secundário no Afeganistão, onde os talibãs recuperaram o poder no último
verão, foram reabertas para rapazes e professores, mas as raparigas
ainda não podem ter aulas."Esperamos que
os Estados Unidos, juntamente com a ONU, tomem medidas imediatas para
garantir autorização para que as meninas possa regressar à escola o mais
rápido possível, que as mulheres possam voltar ao trabalho e que toda a
assistência humanitária necessária para a educação fique disponível”,
pediu a jovem paquistanesa.