Mais oito migrantes foram transferidos de Itália para a Albânia
Migrações
8 de nov. de 2024, 12:36
— Lusa/AO Online
Segundo
a agência de notícias Associated Press (AP), o navio da marinha
italiana atracou hoje no porto albanês de Shengjin com os oito
migrantes, que passarão pelo processamento no local.Esta
é a segunda transferência de migrantes desde que os dois centros de
detenção de migrantes começaram a funcionar em outubro na Albânia.O
mesmo navio italiano transferiu para a Albânia os primeiros 16
migrantes, originários do Bangladesh e do Egito. Entres estes, quatro
foram levados para Itália no mesmo dia por serem menores ou por terem
problemas de saúde. Outros doze foram
levados de volta para Itália três dias depois, na sequência de uma
decisão de um tribunal de Roma que rejeitou a sua detenção devido ao
facto dos seus países de origem – Bangladesh e Egito – não serem
suficientemente seguros para os mandarem de volta.A 21 de outubro, o Governo italiano de Giorgia Meloni aprovou, numa
reunião extraordinária do Conselho de Ministros, um decreto para validar
os centros de detenção de migrantes na Albânia que tentam entrar
irregularmente no território da União Europeia (UE) através de Itália.Com
este decreto, o Governo de Itália apresentou uma lista de 19 países
considerados seguros para receber imigrantes deportados desde o
território italiano para países que não são do bloco comunitário.A
aprovação do decreto surgiu na sequência do acórdão do tribunal de Roma
que obrigou o regresso de 12 imigrantes que tinham sido deportados para
a Albânia.Em causa está o polémico acordo
estabelecido entre Itália e Albânia para a abertura, neste país dos
Balcãs Ocidentais, de dois centros de detenção para migrantes chegados
irregularmente a território italiano, a serem geridos pelas autoridades
italianas, com o objetivo de aliviar a pressão sobre o sistema de
acolhimento italiano e facilitar e acelerar repatriamentos.Na
deliberação emitida, que levou ao regresso dos primeiros migrantes
transferidos para a Albânia no quadro do novo pacto de ‘externalização’
de centros de detenção, o Tribunal de Roma apoiou a decisão inscrita num
recente acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE).Ao
apreciar um caso distinto, o TJUE determinou que um país, para ser
considerado seguro, deve ser “homogéneo” em todo o seu território e para
todos os seus habitantes, tendo o juiz signatário do acórdão
considerado que esse não era o caso do Bangladesh e do Egito, países de
origem dos 12 migrantes.