“Mais estranho do que dois meses sem piscina, é não saber próximo objetivo”
Covid-19
13 de mai. de 2020, 15:16
— LUSA/AO Online
O
atleta do Sporting falou com a agência Lusa antes de voltar a entrar na
piscina do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Natação do Jamor, em
Oeiras, encerrada desde 14 de março.“Mais
estranho do que estar dois meses sem ir à piscina, o que não me
acontecia há muitos anos, é mesmo o facto de não saber qual é o próximo
objetivo. Os Jogos Olímpicos, para os quais eu já estou apurado, foram
adiados [para se disputarem entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021].
Adiados, vamos ver”, disse o nadador à Lusa. O
especialista em 200 metros estilos – nessa distância, no Rio2016,
tornou-se no primeiro nadador português a atingir as meias-finais (foi
12.º) nos Jogos Olímpicos desde Seul1988 - reforça que “tudo é uma
incerteza neste momento e que isso é o mais difícil para um atleta”.Além
de Alexis Santos, também outros integrantes do projeto olímpico para
Tóquio2020, designadamente Miguel Nascimento, João Vital, com quem
treinou hoje com a devida distância social, e Victoria Kaminskaya
puderam retomar os treinos na piscina de 50 metros do CAR, utilizada
somente por atletas profissionais e de alto rendimento. O
confinamento obrigatório deixou Alexis “sem acesso a nenhuma piscina”,
mas acredita que “pouco a pouco as coisas vão voltar à normalidade”. “Não
foi um tempo fácil para ninguém, certamente que para os atletas muito
menos. Para nós, nadadores, estarmos dois meses fora do ‘habitat’ foi um
pouco difícil. Tentei, no fundo, manter a forma física da melhor
maneira possível”, disse o português, de 28 anos. Os
tempos individuais das provas é outro dos problema para o nadador, que
ressalva, porém, que a segurança de todos é o importante nesta altura.“Sim
[preocupa-me]. Não digo que não. É extremamente preocupante. Mas, neste
momento, estar preocupado com campeonatos não é certo. O importante é
fazer as coisas em segurança e não haver riscos ou minimizar os riscos.
No fundo, é voltar a ganhar forma física. Não é estar a nadar rápido ou a
render bem”, defendeu. Com a presença em
Tóquio2020 assegurada, o ‘sportinguista’ prefere não ter “muitas
expectativas”, preferindo ver “como as coisas evoluem e em que pé se vai
estar” na altura do evento.